SUPER SAFRA – Campo e Lavoura – Indústria reduz pagamento a fornecedores no Estado

Medida, conforme donos de empresas, é necessária para fazer frente ao aumento de custos de produção

Depois da BRF ter anunciado na semana passada corte temporário de 5% nos preços pagos a fornecedores de produtos e serviços até o fim do ano, a Languiru também adotou a medida para amenizar a pressão da alta do milho na produção de aves e suínos. De agora até metade de janeiro, a cooperativa irá negociar o abatimento do percentual — que deverá ser pago num prazo máximo de 18 meses, sem correção monetária.

— Estamos conversando individualmente com cada fornecedor. É uma ajuda voluntária que estamos pedindo, não faremos nada de forma unilateral — esclarece Dirceu Bayer, presidente da Languiru, com sede em Teutônia, no Vale do Taquari.

A medida, segundo Bayer, é necessária para fazer frente ao aumento dos custos de produção neste ano, quando as indústrias não conseguiram repassar os reajustes.

— Muitos dos nossos fornecedores não enfrentaram a crise na mesma proporção do que nós, por isso estamos pedindo a colaboração nesse momento de dificuldade. Esse período irá passar — completa o presidente da cooperativa, que faturou R$ 1,12 bilhão em 2015.

O corte proposto não inclui produtores associados e fornecedores de insumos como milho, farelo de soja e produtos veterinários. A medida afetará especialmente prestadores de serviços terceirizados, como transporte, assessoria e fabricantes de embalagens.

Na semana passada, a cooperativa paranaense Copacol, que fatura cerca de R$ 3 bilhões anuais, também informou aos fornecedores que cortará 5% no preço dos produtos e serviços contratados, até janeiro de 2017.

Presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Nestor Freiberger destaca que as indústrias estão buscando alternativas para enfrentar as dificuldades decorrentes principalmente da alta do milho no mercado doméstico.

— Estamos pedindo uma pequena ajuda até esse temporal passar. Nessas horas, a cadeia precisa se unir — avalia.

Para a produção de suínos, a situação é ainda mais complicada, segundo Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado (Sips).

— As indústrias de suínos ainda não conseguiram reajustar preços no mercado, por falta de ambiente econômico para isso — explica Kerber.

Por: Joana Colussi

Fonte : Zero Hora

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