SUL DO ESTADO – Com Mourão, colheita de arroz é aberta no RS

Com a presença do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, a cerimônia da 31ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz ocorreu na tarde de ontem, em Capão do Leão, na região sul do Estado. Durante o evento, lideranças políticas e do agronegócio se revezaram em discursos por cerca de 45 minutos.

Em comum, as manifestações destacaram a importância do campo para a economia gaúcha e a capacidade do setor agrícola de continuar em operação mesmo com a pandemia.

Mourão foi a última liderança a discursar. O vice-presidente afirmou que não há dúvidas de que o Brasil é uma "potência" no agronegócio e na área ambiental. Em seguida, disse que o país viveu três crises a partir da chegada do coronavírus: a da saúde, com mais de 230 mil mortes por covid-19, a econômica e a social, caracterizada pela perda de empregos.

Mourão relatou que o governo Jair Bolsonaro teve "rápida reação" para "minorar" os prejuízos econômicos. E elogiou o agronegócio por ter colhido avanços ao longo das décadas.

– Quero realçar o dinamismo, a resiliência e a força de vontade dos nossos arrozeiros, que sobrepujaram inúmeros obstáculos e, com isso, contribuíram para a segurança alimentar do povo brasileiro. As senhoras e os senhores são gigantes – disse Mourão, que lembrou os tempos de militar e bateu continência para os produtores.

A cerimônia ocorreu na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado. Na véspera, um temporal danificou a estrutura no local. Ao abrir a série de discursos, o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, agradeceu aos envolvidos na mobilização para reparar os danos e permitir a cerimônia.

– O evento representa uma lavoura muito importante. Temos mais de 200 municípios (no Estado) que dependem dessa cultura. Somos protagonistas na produção nacional de arroz. Essa responsabilidade nos faz aumentar o compromisso com os produtores – pontuou Velho.

Números

Levantamento do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) sinalizou que, na safra 2020/2021, foram semeados 944,8 mil hectares do cereal no Estado, alta de 1,2% sobre o período anterior. O resultado interrompe sequência de três quedas.

Presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira também se manifestou na cerimônia de abertura da colheita. Segundo ele, o agronegócio impediu que as gôndolas dos supermercados ficassem vazias durante a pandemia. O dirigente disse ainda que o Brasil é um "absoluto respeitador" do ambiente e uma referência internacional do agronegócio.

– Sabemos o que somos – disse.

O governador Eduardo Leite foi representado no evento pelo vice, Ranolfo Vieira Júnior. Ele explicou que Leite recebeu ontem, em Porto Alegre, comitiva de deputados federais do PSDB que pretende o convidar a concorrer à Presidência em 2022 (leia mais na página 12), por isso não pôde comparecer.

– Estamos aqui celebrando mais uma vez a colheita do arroz. Setenta por cento do arroz do Brasil é produzido no Rio Grande do Sul. Temos mais de 200 municípios que dependem dessa cultura – frisou Ranolfo.

O senador Luis Carlos Heinze (PP) e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza (MDB), também estiveram presentes no evento e discursaram ao público.

leonardo.vieceli@zerohora.com.br

LEONARDO VIECELI

Fonte : Zero Hora

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