STJ DEFINE 10 ANOS PARA PRESCRIÇÃO NA RESTITUIÇÃO DE TRIBUTOS INDEVIDAMENTE RECOLHIDOS. REGRA VÁLIDA PARA O FUNRURAL.

A 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça – STJ acaba de decidir, através de um incidente de uniformização de jurisprudência, o efeito da prescrição  para o pedido de restituição de tributo constituído através da modalidade denominada “lançamento por homologação”, como é o caso do FUNRURAL, recolhido indevidamente.

Ao online cialis sales julgar petição nº 5994, acolhendo voto do Ministro Relator Humberto Martins, a Primeira Seção do STJ, que reúne a 1ª e a 2ª Turmas, resolveu que a Lei Complementar 118/2005, que alterou regra há muito firmada pelos Tribunais, estabelecendo a prescrição de cinco anos para reivindicar tributos indevidamente recolhidos, só tem efeitos para os pagamentos efetuados a partir de sua eficácia, em 09.06.2005.

Assim, para os tributos pagos anteriormente à LC 118/05, deve ser observada a regra de dez anos baseada na interpretação firmada pelos Tribunais, com base no disposto no Código Tributário Nacional, limitada a cinco anos contados da data em que a LC 118/05 passou a produzir efeitos (09.06.2005).

O incidente foi suscitado perante o STJ face a divergência entre a posição dominante do mesmo e a posição da TNU – Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais.

A decisão baseou-se em julgado online pharmacy no prescription da Corte Especial do STJ, em AI no ERESP 644.736/PE, relatado pelo Ministro Teori Zavascki, no qual havia sido declarada a inconstitucionalidade de parte do art. 4º da LC 118/05, que estabelecia efeito retroativo ao art. 3º, o qual criou a nova regra quinquenal para a prescrição nestes casos.

Assim, diante da grande discussão que gravita em torno dessas decisões, concluem os advogados Ricardo Alfonsin e Fábio Canazaro, a partir deste entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que aqueles que ingressarem com ações até 09.06.2010 terão direito a devolução de tributos, cobrados indevidamente ou a maior, como o FUNRURAL, nos últimos 10 anos.

Fonte: Ricardo Alfonsin Advogados – (51) 3346 3855 – alfonsin@alfonsin.com.br