‘Status’ do etanol pode motivar aportes de R$ 130 bi

Leonardo Rodrigues/Valor / Leonardo Rodrigues/Valor
Padua, da Unica: sem definição de regras, não haverá investimentos de peso

A depender da política do governo para os preços da gasolina, que atualmente impõe um "teto virtual" para o etanol, e da definição do papel do produto na matriz de combustíveis do país na próxima década, os investimentos dos agentes do segmento sucroalcooleiro serão retomados e poderão somar R$ 130 bilhões até 2021.

A estimativa foi reforçada ontem por Antonio de Padua Rodrigues, presidente-executivo interino e diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), durante o 13º Encontro Internacional de Energia, realizado pela Fiesp na capital paulista. "Sem a definição dessas regras, não vai ter investimentos em etanol". De acordo com ele, a definição da fatia do etanol na matriz de combustíveis precisa sair até 2013 para acelerar os aportes, tendo em vista o prazo de maturação dos projetos.

Padua estima que serão necessários R$ 130 bilhões em investimentos até 2021 caso o governo defina que o etanol deve representar 50% da matriz de combustíveis na próxima década, já que a moagem de cana teria que aumentar em cerca de 300 milhões de toneladas em relação ao patamar atual, pouco inferior a 700 milhões de toneladas.

Mas o dirigente também defende uma nova política de preços para a gasolina, já que atual segura os preços do etanol independentemente das condições de oferta e demanda do biocombustível, o que afeta a competitividade do segmento. "Só neste ano, 14 usinas deixaram de operar [no Centro-Sul]", disse ele.

"O grande elemento desse retrocesso é a política de preços da gasolina", criticou o presidente da consultoria Datagro, Plinio Nastari, também presente ao evento. Para Nastari, as condições atuais do mercado fazem o Brasil retroceder em suas conquistas. "O marco brasileiro em energia renovável está diminuindo de tamanho". Entre 2000 e 2010, a participação média do etanol na matriz de combustíveis foi de 44,6%. Em 2011, recuou para 31,7%, conforme a Datagro. (LHM)

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Fonte: Valor | Por De São Paulo

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