Soraya assume CRA prometendo conciliar agricultura e meio ambiente

Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) durante instalação dos trabalhos e eleição do presidente e vice-presidente para o biênio 2018/2019.  Mesa: vice-presidente eleito da CRA, senador Luis Carlos Heinze (PP-RS);  presidente eleita da CRA, senadora Soraya Thronicke (PSL-MS).  Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O vice-presidente da Comissão de Agricultura, Luis Carlos Heinze, e a presidente do colegiado, Soraya Thronicke
Edilson Rodrigues/Agência Senado

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) assumiu nesta quinta-feira (14) a presidência da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), com mandato até fevereiro de 2021. A eleição se deu por aclamação após acordo partidário, em chapa compartilhada com Luis Carlos Heinze (PP-RS), que ocupará a vice-presidência.

Em pronunciamento após a eleição, Soraya fez questão de destacar seu bom relacionamento político com a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, que também é de Mato Grosso do Sul. Para a senadora, essa possibilidade de amplo diálogo, entendimentos e estabelecimento estratégico de atuações em parceria com o governo federal poderá ser mais um fator visando fortalecer e dinamizar ainda mais o agronegócio no país.

Meio ambiente

Soraya também fez questão de ressaltar que o Brasil, no seu entender, possui plenas condições de conciliar o desenvolvimento agroeconômico com a preservação da riqueza ambiental.

— Minha prioridade será alinhar agricultura e meio ambiente. O desenvolvimento econômico e a preservação ambiental são absolutamente compatíveis. Somos uma potência agrícola e ambiental, por isso temos que ser protagonistas na cena internacional. Precisamos ser mais pragmáticos e menos ideológicos. Chega de demonizar os produtores rurais e de disputas ideológicas estéreis. Podemos expandir a agropecuária e preservar ao mesmo tempo, gerando empregos e renda em grande quantidade no campo e na floresta — disse.

A senadora pontuou que os investimentos no incremento tecnológico manterão o crescimento da produção, tornando possível ao mesmo tempo não desmatar. Ela disse crer que o Brasil possui vocação para o agronegócio, sendo cada vez mais um dos “celeiros do mundo”. Como exemplo, citou uma recente viagem que fez à China e as negociações com a empresa estatal Cofco, daquele país.

— Os chineses são nossos maiores compradores, sendo que toda essa produção é adquirida pela Cofco. E os dirigentes dessa empresa me garantiram que tudo o que aumentarmos de produção, eles compram — finalizou.

Maior do mundo

O senador Luis Carlos Heinze também fez um pronunciamento após ser eleito para a vice-presidência. Para ele, o Brasil possui todas as condições de se tornar a maior potência agrícola mundial em menos de 10 anos, à frente dos Estados Unidos, da União Europeia e dos concorrentes asiáticos.

Para ele, o grande desafio do agronegócio hoje é diminuir a “asfixiante carga tributária, responsável por cerca de 30% dos custos de setores inteiros, como o do leite”.

— O sócio maior dos produtores rurais são os governos federal, estaduais e municipais. Esses “sócios” diminuem nossa competitividade internacional. Sei que o presidente Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes e o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, estão comprometidos em mudar essa condição. Vamos atuar aqui na CRA junto com a ministra Teresa Cristina para que esse compromisso seja cumprido — detalhou.

Heinze destacou o protagonismo que o agronegócio conseguiu atingir no país, afirmando que o setor foi responsável direto pela quase totalidade das reservas cambiais acumuladas nos últimos anos e por cerca de 30% dos postos de trabalho hoje existentes.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Da Redação |

Fonte : Agência Senado