Solúvel do país perde competitividade

As exportações brasileiras de café solúvel de janeiro a março de 2012 totalizaram 674,2 mil sacas, recuo de 11,46% na comparação com o mesmo período de 2011. Já o valor exportado subiu 4%, para US$ 139,2 milhões.

Roberto Ferreira Paulo, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), afirma que o recuo do volume no primeiro trimestre do ano se deve à pouca disponibilidade do produto no período. No país, a oferta aumenta a partir de abril com a entrada da safra de café robusta, matéria-prima do solúvel, e volta a ficar escassa a partir de outubro.

Sem citar números, Ferreira Paulo afirma que a produção brasileira da variedade está muito abaixo da demanda tanto para o mercado doméstico quanto para a exportação, seja do grão ou de produtos industrializados.

Além disso, segundo o executivo, os preços do produto brasileiro não são competitivos em relação aos países concorrentes, como o Vietnã, o maior produtor mundial da variedade. Conforme Ferreira Paulo, a desvantagem ocorre justamente em um cenário de aumento da procura pelo café solúvel no mercado mundial.

Por outro lado, a impossibilidade de importar o grão é uma reclamação antiga da indústria. A Abics diz que atualmente existem apenas sete indústrias de café solúvel no país. E cita que há mais de 40 anos não surgem novas fábricas. A entidade ainda relata que, de 2005 para cá, caiu a participação do Brasil na exportação do grão robusta, que hoje é de 11,31%, mas foi de 14,2% há sete anos. (CF)

Fonte: Valor | Por De São Paulo

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