Sol na cabeça e água no pé

Castigada por uma estiagem que já durava mais de um ano, a região de Bagé comemorou a chuva abundante dos últimos dias. Ontem, na centenária edição da Expofeira, com a chuva caindo de modo intermitente, era visível a sensação de alívio dos produtores de arroz.
Os açudes e barragens da Campanha voltaram a se encher – se não completamente, pelo menos o suficiente para garantir o plantio de mais de 80% da área tradicionalmente ocupada pelo cereal.
Um bom começo de safra para quem já pensava em semear metade da área cultivada no ano passado, ou menos, por falta de água. E o que é pior: justamente agora que o mercado reagiu e o preço do grão esta valendo cerca de 70% mais do que valia nesta época em 2011, seria uma pena plantar menos. Com as barragens cheias, a orizicultura irrigada do Sul é uma das culturas menos suscetíveis às frequentes estiagens do verão gaúcho. Como dizem os agricultores, o arroz gosta de sol na cabeça e água no pé.

Fonte: Zero Hora | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

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