SOJAAGRICULTURANOTÍCIAS – ABERTURA – Veja o que esperar do mercado de soja nesta semana

Fonte:Roberto Kazuhiko Zito/Embrapa

Expectativa de menor área plantada nos EUA e supersafra no Brasil são alguns dos itens que merecem atenção; confira o fechamento de mercado agropecuário, dólar e previsão do tempo

A consultoria Safras & Mercado divulgou alguns dos fatores mais importantes que devem influenciar os preços da soja nesta semana. Veja as dicas do analista de mercado, Luiz Fernando Roque.

  • A surpreendente diminuição na intenção de plantio da nova safra de soja norte-americana, divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), deve ser fator central para o posicionamento dos players nos próximos dias. O órgão estimou um recuo de 1% na área plantada na comparação com o ano passado. Praticamente todo o mercado esperava por uma elevação na área da oleaginosa. Tal fator se torna agora fundamental para a Bolsa de Chicago (CBOT), mudando o cenário pelo menos até a semeadura americana;
  • As previsões climáticas continuam indicando poucas chuvas para a região produtora da Argentina nos próximos 14 dias. Isso deve continuar sustentando o mercado, já que ainda existe possibilidade de aumento das perdas nas lavouras
  • No Brasil, a colheita voltou a evoluir em bom ritmo, o que deve começar a intensificar a pressão negativa no mercado interno vindo da sazonalidade da entrada de uma safra brasileira recorde. Isso pode impedir ajustes positivos maiores nas cotações;
  • O mercado também mantém as atenções voltadas para o desenrolar das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. A abertura de diálogo entre os países para uma resolução das questões comerciais tira um pouco a apreensão do mercado internacional, o que é positivo para o mercado de commodities. 

 

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel (Fechamento de 29/03)

  • Maio/2018: 10,44 (+26,75 cents)

  • Julho/2018: 10,55 (+26,75 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg
(Fechamento de 29/03)

  • Passo Fundo (RS): 76,50

  • Cascavel (PR): 74,50

  • Rondonópolis (MT): 70,50

  • Dourados (MS): 69,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 81,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 81,50

  • Porto de Santos (SP): 81,00

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 82,00

Fonte: Safras & Mercado

Milho

Bolsa de Chicago
As cotações do milho em Chicago fecharam a quinta-feira, última referência para os preços, com altas expressivas. O contrato de maio, por exemplo, subiu 3,81%.
O mercado repercutiu o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que diminuiu em 2% a área plantada no país, indo para 35,62 milhões de hectares.
Mercado interno
No mercado físico, os preços ficaram entre estáveis a mais baixos, já que o as negociações ficaram paradas devido ao feriado da Semana Santa.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
(Fechamento de 29/03)

  • Maio/2018: 3,87 (+14,25 cents)

  • Julho/2018: 3,96 (+14,00 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg
(Fechamento de 29/03)

  • Rio Grande do Sul: 42,00

  • Paraná: 39,00

  • Campinas (SP): 40,00

  • Mato Grosso: 27,00

  • Porto de Santos (SP): 34,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 34,50

  • São Francisco do Sul (SC): 34,50

Café

Bolsa de Nova York
O café arábica na Bolsa de Nova York (Ice Futures US) fechou a quinta com preços mais altos. As cotações foram sustentadas por um movimento técnico de recuperação, após as perdas do dia anterior. A queda do dólar contra o real também contribuiu para os ganhos do rábica, assim como a valorização do petróleo.
Bolsa de Londres
Já na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe), o conilon fechou em baixa. Movimentos de realização de lucros em uma semana de ganhos acumulados determinaram a reversão e o fechamento no vermelho.
Mercado interno
Os preços do café no mercado interno fecharam a quinta-feria com pouca alteração. A semana mais curta de negócios acabou com fraca movimentação.

 

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso (Fechamento de 29/03)

  • Maio/2018: 118,15 (+0,40 cents)

  • Julho/2018: 120,20 (+0,40 cents)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada (Fechamento de 29/03)

  • Maio/2018: 1.725 (-US$ 4)

  • Julho/2018: 1.750 (-US$ 1)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg
(Fechamento de 29/03)

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 425-430

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 430-435

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 390-395

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 300-305

Boi

Devido ao feriado muitas indústrias e pecuaristas estiveram fora das negociações durante a quinta-feira. Em consequência dessa paradeira, poucos foram os ajustes nas cotações.
Analisando um período maior, de maneira geral, o cenário é de indústrias com baixa intensidade nas compras, testando preços abaixo das referências e pecuaristas retendo boiadas esperando melhores condições para negociar.
Este cenário de baixa intensidade de compras acontece em função do lento escoamento da carne bovina. Desde o início do ano até aqui, o mercado atacadista de carne bovina sem osso só teve valorizações em duas das treze semanas.
Segundo a XP Investimentos, há uma expectativa de melhora de vendas para os próximos dias por conta do fim da quaresma e também do pagamento dos salários. A expectativa positiva, inclusive, fez com que as indústrias subissem suas tabelas de carne nos últimos dias

 

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista
(Fechamento de 29/03)

  • Araçatuba (SP): 143,50

  • Belo Horizonte (MG): 136,00

  • Goiânia (GO): 132,00

  • Dourados (MS): 133,00

  • Mato Grosso: 128,00 – 133,00

  • Marabá (PA): 128,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,65 (kg)

  • Paraná (noroeste): 142,00

  • Tocantins (norte): 126,00

Fonte: Scot Consultoria e XP Investimentos

Dólar e Ibovespa

Na última referência, o dólar comercial fechou a negociação da quinta com baixa de 0,93%, cotado a R$ 3,299 para compra e a R$ 3,301 para venda.
O Ibovespa encerrou a quinta em alta de 1,78%, aos 85.365 pontos. O volume negociado foi de R$ 10,948 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

Um corredor de umidade transporta mais instabilidades para o Sul do país ao longo do dia. A partir da tarde são esperadas pancadas de chuva na maior parte da região. A chuva é mais forte no Paraná, especialmente nas faixas leste e norte, onde há potencial para temporais, descargas elétricas e ventos fortes. 
O tempo seco predomina em grande parte do Rio Grande do Sul, com exceção da faixa leste e da divisa com Santa Catarina.

Sudeste

Instabilidades que são trazidas do norte do país alimentam as chuvas no interior da região. Os maiores volumes de água se concentram no interior paulista e nas faixas oeste e sul de Minas Gerais. Além disso, um sistema de baixa pressão que está na costa de São Paulo ajuda a formar nuvens carregadas que provocam chuva volumosa, especialmente entre o litoral sul e a Baixada Santista, com potencial para transtornos. 
Já em áreas do sul do Rio de Janeiro, as pancadas ocorrem a partir da tarde, porém com baixo volume e de forma isolada. No leste e norte mineiro, assim como no norte fluminense e no Espírito Santo, uma massa de ar seco atua e mantém o dia ensolarado.

Centro-Oeste

As chuvas no centro do Brasil são influenciadas pela circulação dos ventos no alto da atmosfera, numa combinação entre a Alta da Bolívia e as instabilidades que vêm da Amazônia. Todos esses sistemas mantêm as pancadas fortes e rápidas na região.
A tendência ao longo dos próximos dias é de que as instabilidades se afastem de Mato Grosso do Sul e o tempo fique firme. Apenas em Goiás e em Mato Grosso deve continuar chovendo.

Nordeste

O tempo pouco muda na região, e as áreas de instabilidades seguem mantendo o tempo instável nas faixas norte e leste. Porém, chuvas mais volumosas ocorrem no Maranhão, Piauí e Ceará. Onde chove com mais intensidade, há riscos para temporais e transtornos, enquanto na faixa leste as pancadas são fracas e isoladas. No interior da Bahia, mais uma vez o tempo seco predomina.
Mais para frente, a tendência é de manutenção da chuva na metade norte da região. Aos poucos, a chuva aumenta no sul da Bahia, devido à aproximação de uma frente fria.

Norte

Instabilidades tropicais seguem abrangentes no Norte do país, e as pancadas são intensas. Com volume de água elevado do centro ao leste da região, há potencial para temporais e descargas elétricas. Enquanto isso, na faixa oeste, as pancadas são mais fracas e com baixo volume. 
A chuva forte tende a continuar no interior do Pará ao longo dos próximos dias, perdendo intensidade apenas no final da próxima semana.

Fonte : Canal Rural

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