SOJAAGRICULTURANOTÍCIAS – ABERTURA DE MERCADO – Consultoria corta safra de soja da Argentina em 18%

Fonte:Fernada Farias/ Canal Rural

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Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais altos nesta quarta-feira, dia 21. O mercado se manteve próximo do melhor patamar em sete meses, devido ao clima seco na Argentina, que deve persistir até o mês de março.

Com o estresse hídrico desde novembro, a safra da Argentina foi cortada em cerca de 10 milhões de toneladas e deve ficar em menos de 50 milhões de toneladas. A consultoria Agripac, por exemplo, cortou a safra argentina em 18%, quando comparado às estimativas iniciais, estimando a produção em 47 milhões de toneladas.

Além do mais, nesta próxima segunda-feira, 26, os chineses devem voltar do feriado de Ano Novo Lunar, que se iniciou no dia 16. A consultoria AgResource (ARC) espera que compras da oleaginosa sejam adicionadas, uma vez que os importadores e esmagadores da China não possuem grandes estoques ou coberturas de soja disponível para manter os suprimentos

Brasil 
No mercado brasileiro, as tradings entraram com força para fixação da safra nova. Os volumes movimentados mais expressivos foram registrados no Rio Grande do Sul, no Paraná e na região do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba).

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 10,34 (+7,75 cents)

  • Maio/2018: 10,45 (+8,00 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 72,00

  • Cascavel (PR): 70,00

  • Rondonópolis (MT): 66,00

  • Dourados (MS): 65,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 77,50

  • Porto de Rio Grande (RS): 76,50

  • Santos (SP): 77,00

  • São Francisco do Sul (SC): 76,50

Fonte: Safras & Mercado e AgResource

Milho

Chicago
Os contratos para o milho na Bolsa de Mercadorias de Chicago fecharam com preços em alta. O mercado foi sustentado pelas preocupações com a seca na Argentina, que pode provocar perdas na produção de milho do país e aumentar a demanda pelo grão dos Estados Unidos – a Argentina é o terceiro maior exportador mundial do grão.
Brasil
O mercado brasileiro de milho teve uma quarta-feira de preços firmes. O expressivo volume de chuvas no Centro-Norte do país segue prejudicando o andamento dos trabalhos, tanto de colheita da safra de verão quanto do plantio da safrinha. As negociações no mercado disponível seguem sem apresentar grande fluidez, com consumidores bastante ativos e cerealistas e cooperativas retraídos.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 3,65 (+0,25 cents)

  • Maio/2018: 3,74 (+0,25 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 33,00

  • Paraná: 30,00

  • Campinas (SP): 38,00

  • Mato Grosso: 18,00

  • Porto de Santos (SP): 34,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 34,00

  • São Francisco do Sul (SC): 33,50

Fonte: Safras & Mercado

Café

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quarta-feira com preços mais baixos. As cotações atingiram os menores patamares desde meados de dezembro, testando novos fundos e tentando se consolidar abaixo de US$ 1,20 a libra-peso.
O mercado demonstrou fragilidade técnica mais uma vez, testando esses patamares mais baixos. Além disso, as indicações de ampla oferta global, com a expectativa focada na safra deste ano do Brasil, mantêm o mercado pressionado.
O clima é favorável e as estimativas tendem a ser crescentes para a safra brasileira deste ano.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou com preços levemente mais baixos. Após as últimas sessões de volatilidade, o mercado teve um pregão de busca de consolidação, observando o desempenho do arábica em Nova York.
Houve pressão pela previsão de chuvas acima do normal a partir de março nas regiões produtoras do oeste e sul de Uganda, que devem favorecer o desenvolvimento das lavouras e alavancar a produtividade. Fortes chuvas são previstas até o final de maio na região.
Brasil
A quarta-feira foi marcada por preços mais baixos no mercado brasileiro. As cotações caíram acompanhando as perdas do arábica na Bolsa de Nova York. O dia foi de negócios apenas regionalizados, com produtores preocupados com que as cotações sigam caindo, pressionadas pelas notícias de uma grande safra.
Assim, alguns cafeicultores apareceram para negociação de "lotes picados", aproveitando as bases atuais.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 118,90 (-0,80 pontos)

  • Julho/2018: 121,15 (-0,85 pontos

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Maio/2018: 1.766 (- US$ 4)

  • Julho/2018: 1.793 (+US$ 1)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 425-430

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 435-440

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 390-395

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 315-318

Fonte: Safras & Mercado

Dólar e Ibovespa

Em dia de pregão volátil, o dólar encerrou com ganhos ante o real após a ata da reunião do Federal Reserve (FED), que é o banco central norte-americano, mostrar uma divisão entre os membros da instituição quanto ao cenário da inflação nos Estados Unidos, mas indicar que a trajetória de alta dos juros por lá será moderada, o que reduz o temor em relação a um aperto monetário mais duro. 
Diante deste cenário, a moeda norte-americana fechou na máxima do dia, 
com alta de 0,21%, a R$ 3,263 para venda.
O Ibovespa encerrou em alta de 0,29%, aos 86.05182 pontos. O volume negociado foi de R$ 14,881 bilhões.

Fonte: Safras & Mercado

Boi

O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços firmes no decorrer da semana. Apesar do lento escoamento da carne, a retenção de animais terminados nas pastagens oferece sustentação ao mercado.
Alguns frigoríficos estão com a programação bastante encurtada, e acabam negociando boi gordo em patamares mais altos. O expressivo volume de chuvas no Centro-Norte do país mantém as pastagens em boa qualidade, além de dificultar a logística de cargas vivas.
Já o mercado atacadista voltou a se deparar com preços acomodados no decorrer do dia. A reposição é lenta durante a segunda quinzena do mês, além disso, os preços da carne de frango e da carne suína apresentaram queda nos últimos dias, o que deve aumenta a pressão de queda sobre a carne bovina.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba

  • Araçatuba (SP): 146,00

  • Belo Horizonte (MG): 136,00

  • Goiânia (GO): 134,00

  • Dourados (MS): 133,00

  • Mato Grosso: 128,00 – 133,00

  • Marabá (PA): 129,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

  • Paraná (noroeste): 143,00

  • Tocantins (norte): 126,00

Fonte: Safras & Mercado e Scot Conrultoria

Previsão do tempo

Sul

Durante esta quinta-feira, 22, o tempo segue firme e ensolarado na maior parte da região Sul. Isso porque a massa de ar seco associada a uma área de alta pressão atmosférica ainda inibe a formação de nuvens carregadas desde o centro-oeste gaúcho até o norte do Paraná.
Por outro lado, as instabilidades conseguem organizar nuvens de chuva na faixa que vai desde o sul do Rio Grande do Sul até o leste paranaense, mas as pancadas ocorrem de forma isolada e com baixos acumulados.

Sudeste

O tempo fica bastante instável no Sudeste por conta da passagem de uma frente fria pela costa da região Sudeste e também a formação de uma área de instabilidade em níveis médios da atmosfera. A chuva ocorre de forma mais volumosa no fim do dia, especialmente entre o Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, onde não se descarta o risco para temporais acompanhados por ventos fortes e descargas elétricas.
Já no oeste de São Paulo e no extremo norte mineiro, uma massa de ar seco inibe a formação de nuvens carregadas e mantém o tempo firme e ensolarado.

Centro-Oeste

Uma massa de ar seco predomina em Mato Grosso do Sul e garante o tempo firme em quase todas as áreas. Apenas no norte do estado é que ainda tem nuvens carregadas e condição para pancadas de chuva a qualquer momento. Os volumes não devem ser tão elevados, mas as pancadas ocorrem acompanhadas por trovoadas.
O tempo segue instável também em Mato Grosso e em Goiás, além do Distrito Federal. A chuva deve ser mais intensa no estado mato-grossense, com volumes expressivos em alguns pontos, assim como no norte de Goiás. A sensação é de tempo abafado durante a tarde.

Nordeste

Já na madrugada entre a quarta e a quinta-feira, temporais ocorrem no sul do Piauí e no sul do Maranhão, onde podem vir acompanhados por ventos fortes e descargas elétricas. Chove forte também desde a Paraíba, Rio Grande do Norte até o Ceará até o fim da tarde.
Nas demais áreas da região Nordeste, as pancadas ocorrem a qualquer hora do dia, mas com acumulados menos expressivos. Tempo firme fica apenas no centro da Bahia até as áreas que fazem fronteira com Minas Gerais (como das região de Vitória da Conquista até parte da Chapada Diamantina).

Norte

Na quinta-feira pouca coisa muda na região Norte e os temporais continuam devido as instabilidades no alto da atmosfera. Só que dessa vez, a chuva ocorre de forma mais volumosa desde o sul do Amazonas, sul do Pará até o norte do Amapá, passando pelo interior do Tocantins. Volta a chover também em Roraima, só que de forma fraca e com baixos acumulados.

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Fonte: Canal Rural

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