SOJAAGRICULTURAINFORMAÇÃO – ABERTURA DO MERCADO – Soja despenca em Chicago e acumula queda de 6,5% na semana

Com informações da Safras & Mercado, Scot Consultoria e Somar Meteorologia

Fonte:Divulgação

O contrato de julho fechou a semana a US$ 9,05 por bushel; confira as principais notícias sobre o mercado agropecuário, financeiro e previsão do tempo

Os contratos da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a última sexta-feira, 15, com preços mais baixos. Na sessão, o grão chegou atingir US$ 9,03 por bushel. No acumulado da semana, o vencimento de julho acumulou desvalorização de 6,67%.

O mercado voltou a ser pressionado pela crescente tensão comercial entre Estados Unidos e China. Os Estados Unidos anunciaram tarifa de 25% sobre US$ 50 bilhões de mercadorias da China que contêm tecnologias de importância industrial.

Na sequência, a China informou que vai impor medidas tarifárias contra os Estados Unidos de tamanho e intensidade similares às novas tarifas norte-americanas em resposta ao anúncio do governo dos EUA.

No Brasil, a oleaginosa teve uma sexta-feira de preços fracos, entre estáveis a mais baixos. A queda se acentuou para a soja em Chicago mais para o final da sessão, assim como no dólar, o que limitou o impacto no mercado nacional.

A forte alta nos prêmios também evitou maior efeito baixista das perdas em Chicago e no câmbio. Com esse cenário, o mercado nacional teve poucos negócios no encerramento da semana. Em Mato Grosso apenas houve melhor movimentação diante de uma demanda pontual.

 

 

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 76,00

  • Cascavel (PR): 74,50

  • Rondonópolis (MT): 68,00

  • Dourados (MS): 69,00

  • Rio Verde (GO): 69,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 82,50

  • Porto de Rio Grande (RS): 80,00

  • Porto de Santos (SP): 81,00

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 81,00

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 9,05 (-21,75 cents)

  • Agosto/2018: 9,11 (-21,75 cents)

Dólar e Ibovespa

O dólar à vista fechou a sexta-feira em forte queda de 2,15%, negociado a R$ 3,73 para venda, devolvendo praticamente todo o ganho da sessão anterior.
O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) encerrou em queda de 0,92%, aos 70.757 pontos – no menor patamar de fechamento desde o dia 23 de agosto. O mercado seguiu acompanhando o dia mais negativo para as bolsas mundiais diante de temores de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China, que anunciaram a aplicação de barreiras às exportações. Na semana, o índice acumulou queda de 3%.

Milho

Assim como a soja, o milho fechou a última sessão com preços predominantemente mais baixos. Seguem as preocupações em torno de retaliações por parte da China quanto às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Na semana, a posição junho acumulou queda de 4,37%.
A expectativa é que o mercado externo permaneça pressionado pelas boas condições da safra norte-americana 2018, que teve plantio dentro da janela ideal e bom clima em junho. Os meses de julho e agosto serão decisivos para a definição de safra norte-americana e volatilidade nos preços ainda podem ocorrer.
No cenário interno, a sexta foi marcada por preços estáveis, com exceção dos portos. O mercado não teve alterações na dinâmica da comercialização, que se manteve pontual de acordo com as necessidades de caixa do vendedor e de demanda pelo comprador. Assim, o mercado fechou a semana com poucos negócios.
Confira aqui todos os fatos que podem mexer com as cotações ao longo desta semana.

 

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 3,61 (-1,75 cents)

  • Setembro/2018: 3,70 (-2,00 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 41,50 – 42,50

  • Paraná: 38,50 – 39,50

  • Campinas (SP): 40,00 – 41,00

  • Mato Grosso: 27,00 – 28,00

  • Porto de Santos (SP): 38,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 38,00

  • São Francisco do Sul (SC): 38,00

Café

Pela terceira sessão seguida o café arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) encerrou as a sexta-feira com preços mais baixos.
A entrada da safra brasileira segue como fator fundamental de queda. No dia, o arábica ainda foi pressionado pela baixa do petróleo e em outros mercados. No balanço da semana, o contrato setembro acumulou uma desvalorização de 1,6%.
O mercado está em período de rolagem de contratos de julho para setembro, ante a proximidade do período de entregas para julho. Setembro é a posição que vai se consolidando como referência, com maior número de contratos negociados e em aberto.
Assim como o arábica, o café conilon também fechou o dia no negativo. O mercado recuou acompanhando a desvalorização do arábica na Bolsa de
Nova York e a queda do petróleo. A entrada da safra brasileira, recorde, foi outro fator citado de pressão. No balanço da semana, o contrato setembro acumulou uma desvalorização de 1,3%.
No Brasil, os preços ficaram de estáveis a mais baixos. A queda do arábica
na em Nova York, do robusta em Londres e do dólar pressionou o mercado
nacional. Houve alguma movimentação na parte da manhã, mas depois com a queda da moeda norte-americana, especialmente, o mercado nacional travou.

 

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 450,00 – 455,00

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 455,00 – 460,00

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 400,00 – 405,00

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 330,00 – 333,00

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Julho/2018: 115,20 (-0,50 cents)

  • Setembro/2018: 117,55 (-0,40 cents)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Julho/2018: 1.706 (-US$ 7)

  • Setembro/2018: 1.690 (-US$ 11)

Boi

Com a diminuição da oferta de boiadas na sexta-feira, frigoríficos negociaram preços acima das referências em quatro praças pecuárias, segundo a Scot Consultoria.
Por outro lado, em regiões onde a oferta não caiu, a cotação recuou. Foi assim na praça pecuária de Marabá (PA) que na comparação diária a queda foi de 0,8%. Na região, a arroba do boi gordo está cotada a R$ 122, à vista, livre de Funrural.
Em São Paulo, os negócios estão devagar e a cotação estável. Nesta praça pecuária, apesar do fluxo de ofertas estar inconstante, a dificuldade de escoamento da carne limita as negociações. A escala de abate atende de 5 a 6 dias.

 

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 138,00

  • Triângulo mineiro (MG): 131,00

  • Goiânia (GO): 126,00

  • Dourados (MS): 128,00

  • Mato Grosso: 125,00 – 128,00

  • Marabá (PA): 122,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,95 (kg)

  • Paraná (noroeste): 138,00

  • Tocantins (norte): 121,00

Previsão do tempo

Sul

O risco para chuva no Sul do país é restrito a faixa leste do Paraná e no litoral norte Santa Catarina devido à circulação dos ventos na costa.
Enquanto no interior paranaense o tempo fica fechado e com muitas nuvens, grande parte de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul terá um dia de tempo aberto e predomínio de sol.
As temperaturas aumentam gradualmente ao longo do dia, diminuindo a sensação de frio, mas durante a noite e madrugada as temperaturas caem novamente.

Sudeste

A semana começa com pancadas de chuva em toda a faixa leste do Sudeste por conta de instabilidades no alto da atmosfera e da umidade que vem do oceano.
Essas pancadas serão de forma intercaladas com períodos de sol, e de forma isoladas. Em áreas do extremo oeste de São Paulo e interior mineiro, o sol predomina ao longo do dia, aumentando as temperaturas gradativamente ao longo do dia.
No entanto, em regiões como em Ribeirão Preto e Campinas, no interior de São Paulo, há previsão de pancadas fortes de chuva no final do dia.

Centro-Oeste

A previsão para o Centro-Oeste é de tempo aberto e sol em toda a região. O frio começa a perder força e as temperaturas passam a aumentar aos poucos, diminuindo cada vez mais a sensação de frio.

Nordeste

A chuva continua persistindo nas áreas costeiras do Nordeste. As pancadas são influenciadas pelos ventos no alto da atmosfera e pelos ventos úmidos que sopram do oceano contra a costa leste.
Em áreas do interior, como oeste da Bahia, sul do Maranhão, Piauí e Ceará, o tempo segue firme e sem chuva.

Norte

A massa de ar seco no centro do país mantém o tempo aberto na metade sul do Norte. No entanto, instabilidades tropicais provocam chuva no extremo norte da região. Entre o norte do Amazonas e Roraima, há potencial para temporais.

Fonte : Canal Rural