Soja volta a ter queda de preço nos portos

Fonte:Pixabay/Arte-Canal Rural

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O mercado brasileiro de soja teve um dia de poucos negócios e de preços regionalizados, predominando cotações mais baixas. Após seguidas altas, o preço da soja nos portos voltou a cair nesta quarta.

O dólar caiu e Chicago encerrou em baixa, após subir na maior parte da sessão. Os produtores estão segurando a oferta e apostam em preços ainda melhores.

Na maior parte da sessão em Chicago, o mercado foi impulsionado pelo relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou estoques americanos e mundiais abaixo do esperado. O Departamento também cortou a previsão de safra da Argentina.

Outro fator de sustentação foi a sinalização de demanda aquecida pela soja dos Estados Unidos. Nesta terça foram anunciadas novas vendas para o México – 141,5 mil toneladas – e para a Argentina – 120 mil toneladas – por parte dos exportadores privados.

As exportações para a Argentina estão surpreendendo os agentes. Entre terça e quarta foram 240 mil toneladas anunciadas. O país sul-americano enfrentou uma prolongada estiagem que quebrou a sua safra e já procura soja no exterior.

 

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Maio/2018: 10,47 (-2,25 cents)

  • Julho/2018: 10,58 (-1,50 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 80,00

  • Cascavel (PR): 80,00

  • Rondonópolis (MT): 75,00

  • Dourados (MS): 75,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 86,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 86,00

  • Porto de Santos (SP): 86,50

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 84,00

Fonte: Safras & Mercado

Milho

O mercado brasileiro de milho teve uma quarta-feira mais movimentada nos negócios e apresentou preços de estáveis a mais baixos. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, no decorrer do dia foi verificado aumento da fixação de oferta em determinadas regiões do país. Com isso, houve aumento do volume de negociações no mercado disponível e pressão sobre as cotações em alguns estados.
Chicago
O milho fechou com preços mais baixos em Chicago. O mercado estendeu as perdas de ontem, repercutindo os números divulgados no relatório de oferta e demanda de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
Os estoques finais de passagem foram estimados pelo USDA em 2,182 bilhões de bushels, ante os 2,127 bilhões do relatório passado, enquanto o mercado trabalhava com estoques de 2,192 bilhões de bushels. As exportações foram indicadas em 2,225 bilhões de bushels, sem alterações ante março. O uso de milho para a produção de etanol foi mantido em 5,575 bilhões de bushels.
A safra global 2017/18 foi estimada em 1.036,07 milhão de toneladas, ante os 1.041,74 milhão de toneladas apontados em março. Os estoques finais da safra mundial 2017/18 foram projetados em 197,78 milhões de toneladas, abaixo das 199,17 milhões de toneladas apontadas no mês passado, mas acima das 197
milhões de toneladas previstas pelo mercado.
A safra americana foi mantida em 370,96 milhões de toneladas. A estimativa de safra brasileira foi reduzida de 94,5 milhões de toneladas para 92 milhões de toneladas, enquanto o mercado estimava um corte para 92,2 milhões de toneladas. A China deverá produzir 215,89 milhões de toneladas, mesmo número
indicado em março. A produção da Argentina deve atingir 33 milhões de toneladas, abaixo das 36 milhões de toneladas apontadas no mês passado e das 33,5 milhões de toneladas esperadas pelo mercado.

 

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Maio/2018: 3,79 (-2,25 cents)

  • Julho/2018: 3,95 (-2,00 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 42,00

  • Paraná: 38,00

  • Campinas (SP): 41,00

  • Mato Grosso: 24,00

  • Porto de Santos (SP): 36,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 36,50

  • São Francisco do Sul (SC): 36,50

Fonte: Safras & Mercado e XP Investimentos

Café

O mercado brasileiro de café teve uma quarta-feira de preços fracos para o arábica e firmes no conilon. Apesar da alta do arábica na Bolsa de Nova York, a queda do dólar mais forte acabou pesando sobre os referenciais. A baixa do dólar afastou os vendedores do mercado. De modo geral, tanto produtores quanto compradores se mostram reticentes a entrar no mercado, aguardando o início da safra nova.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quarta-feira com preços mais altos. As cotações avançaram no dia acompanhando a valorização do petróleo e diante do desempenho considerado fraco das exportações brasileiras em março, como  observado pelo mercado.
Em março, os embarques brasileiros atingiram o menor nível em seis anos, como mostrou o balanço das exportações do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O Brasil exportou, em março, um total de 2.523.719 sacas de café, com receita cambial de US$ 396,2 milhões. O volume de café exportado teve uma queda de 11% em relação ao mesmo mês do ano de 2017.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da quarta-feira com preços moderadamente mais baixos. Segundo traders, a sessão foi dominada por fatores técnicos, com o mercado buscando uma acomodação.
As indicações de uma ampla safra brasileira seguem pesando sobre o café nas bolsas. Segundo estimativa de Safras & Mercado, divulgada nesta terça-feira, a produção brasileira de café 2018/19, que está em processo inicial de colheita, deve atingir recorde e ficar em 60,5 milhões de sacas de 60 quilos.
A safra 2017/18, antes indicada em 50,45 milhões de sacas, foi revisada para cima para 50,6 milhões de sacas. Assim, Safras estima um aumento de 20% na produção 2018/19 contra 2017/18. A safra 2018/19 de conilon foi colocada em 15,7 milhões de sacas, devendo ter aumento de 30% na comparação com 2017/18 (12,1 milhões de sacas).

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 118,15 (+0,55 cents)

  • Julho/2018: 120,25 (+0,70 cents)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

 

  • Maio/2018: 1.702 (-US$ 7)

  • Julho/2018: 1.734 (-US$ 2)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 425-430

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 430-440

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 385-400

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 317-320

Boi

Os preços do boi gordo fecharam a quarta-feira com estabilidade. A cotação da arroba está sob pressão, mas a boa condição das pastagens permite que os negócios aconteçam gradativamente. Esse cenário tem provocado, ainda que aos poucos, o encurtamento da escala de abate.
Nas praças paulistas, por exemplo, a escala de abate atende a três dias. E a arroba desde o início de mês arrasta uma queda de R$ 0,50.
Em curto prazo, os agentes de mercado acreditam em estabilidade, sem tendência desenhada. Contudo vale ressaltar que com o final da safra, com a deterioração do capim, normalmente o mercado perde força.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 143,00

  • Belo Horizonte (MG): 136,00

  • Goiânia (GO): 131,00

  • Dourados (MS): 133,00

  • Mato Grosso: 128,00 – 133,00

  • Marabá (PA): 127,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,70 (kg)

  • Paraná (noroeste): 143,00

  • Tocantins (norte): 126,00

Fonte: Scot Consultoria e XP Investimentos

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação em queda de 0,23%, cotado a R$ 3,411 para compra e a R$ 3,413 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,403 e a máxima de R$ 3,437.
O Ibovespa encerrou o dia com alta de 1,44%, aos 84.510,36 pontos. O volume negociado foi de R$ 11,369 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

Entre o fim da noite de quarta e a madrugada de quinta, um sistema frontal se forma no Uruguai e traz pancadas de chuva para as áreas de fronteira com o Rio Grande do Sul. Ao longo da quinta, o sistema avança pelo estado. Ainda há condição para ventos de moderada a forte intensidade antes da passagem do sistema.
Com relação à chuva, os volumes não são elevados, mas a passagem da frente fria provoca uma mudança na direção dos ventos, que passam a soprar do quadrante sul e amenizam o calor. O tempo fica firme apenas no norte gaúcho, em Santa Catarina e no Paraná.

Sudeste

O tempo firme continua em grande parte do estado de São Paulo. No norte e litoral paulistas, no Vale do Paraíba e em todas as demais áreas da região a previsão é de pancadas de chuva, especialmente na parte da tarde. No entanto, as pancadas ocorrem de maneira localizada e com baixos volumes acumulados.
O calor aumenta em São Paulo, principalmente no interior, e o índice de umidade relativa do ar pode ficar abaixo do ideal.

Centro-Oeste

As instabilidades atuam em grande parte do Centro-Oeste, mas não há expectativa para volumes elevados de chuva. As pancadas são localizadas e ocorrem a qualquer hora do dia entre Goiás e Mato Grosso, com chance para eventual queda de granizo.
No Mato Grosso do Sul chove apenas no extremo norte do estado e, ainda assim, com baixos volumes. Nas demais áreas sul-mato-grossense o ar seco garante o tempo firme.

Nordeste

A condição para chuva aumenta no interior da Bahia e as pancadas podem ocorrer de forma isolada e com baixos volumes acumulados, sempre alternada por períodos de tempo firme.
Já no litoral norte da região, a chance para acumulados mais expressivos continua, por causa da Zona de Convergência Intertropical. No leste nordestino, a chuva ocorre a qualquer hora do dia por causa dos ventos úmidos do mar.
Mesmo com previsão de chuva em todos os estados do Nordeste, a sensação é de calor e tempo abafado.

Norte

A chuva segue em todos os estados, mas de maneira expressiva no interior do Pará e do Amapá. Nas demais áreas, as pancadas ocorrem alternadas por períodos de tempo firme.
Mesmo com chuva, o tempo abafado continua em toda região.

Fonte : Canal Rural