SOJA – Clima para o desenvolvimento das lavouras de soja está melhor do que na safra passada

Segundo Tempocampo, da Esalq/USP, condições são favoráveis na fase mais crítica de desenvolvimento e safra pode chegar a até 135 milhões de toneladas

campo-economia-soja-janeiro-2017 (Foto: Sergio Ranalli)

(Foto: Sergio Ranalli)

O Sistema Tempocampo, da Esalq/USP, aponta que as condições meteorológicas para o desenvolvimento da soja, que está na fase mais crítica de desenvolvimento na maior parte das regiões produtores, são melhores do que no mesmo período da safra passada.

Para a região Sul, Mato Grosso do Sul e Centro-Oeste paulista, os ganhos de produtividade podem ser 8% maiores do que na safra 2019/2020, projetam analistas. Apesar das perdas de produtividade entre 4% a 7% na região da divisa entre Bahia, Goiás e Minas Gerais em relação ao ciclo passada, houve melhora no cenário no final de dezembro.

Por isso, o Tempocampo estima uma produtividade média brasileira de soja entre 3,44 a 3,64 toneladas por hectare, considerando os cenários pessimista e otimista, respectivamente. A produc?a?o de soja do Brasil deve novo recorde, variando de 127,4 milhões a 135 milhões de toneladas levando-se em conta os cena?rios pessimista e otimista, respectivamente.

O volume representa uma variac?a?o positiva de 5,1% a 11,3% em relac?a?o a produc?a?o me?dia reportada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2019/2020 – 121,2 milhões de toneladas.

As maiores produtividades são esperadas no Paraná (entre 4,44 t/ha e 4,57t/ha). Na maior parte do Mato Grosso e Goia?s, os valores podem ser superiores a 3,4 t/ha. Produtividades similares sa?o projetadas na maior parte de Sa?o Paulo e Santa Catarina.

No Rio Grande do Sul, o desempenho pode ser inferior a 2,6 t/ha. A maior parte do Brasil tende a ter produtividades superiores a 3,2 t/ha. “Vale ressaltar que a região leste do Mato Grosso está melhor do que no ano passado e isso influi nos números, já que o Estado é grande produtor”, explica o professor do departamento de engenharia de biossistemas da Esalq/USP, Fábio Marin.

Segundo as previso?es de anomalias da Administrac?a?o Ocea?nica e Atmosfe?rica Nacional americana (NOAA) para o segundo dece?ndio de janeiro, pode haver uma queda no volume de chuvas de ate? 75 mm para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Sa?o Paulo.

Caso isso resulte em um veranico, o Tempocampo estima que deve haver perdas nas lavouras que estiverem em fases mais cri?ticas, como florac?a?o e enchimento de gra?os. A regia?o Sul tambe?m deve ser favorecida por maiores volumes de chuvas, de 10 mm a 75 mm.

Já a regia?o produtora do Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) deve esperar uma reduc?a?o no volume de chuvas entre 10 mm e 75 mm, com destaque para o norte do Tocantins, que pode chegar a 200 mm.

REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte : GLOBO RURAL

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