Soja: Agroconsult prevê US$ 9/bushel na CBOT

 

A expectativa é de que as exportações do Brasil totalizem 54 milhões de toneladas em 2015/16

A consultoria Agroconsult estimou nesta quarta-feira preço médio de US$ 9/bushel para os futuros de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) em 2015/16. A expectativa é de que as exportações do Brasil totalizem 54 milhões de toneladas em 2015/16, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos devem somar 50 milhões de toneladas. Segundo o sócio-analista da Agroconsult Marcos Rubin, os preços pagos ao produtor brasileiro subiram este ano por causa do dólar forte ante o real, enquanto nos Estados Unidos as cotações recuaram. "Aqui no Brasil estamos muito competitivos em termos de exportação: US$ 9/bushel remunera o produtor brasileiro e deixa alguma margem dentro de casa", apontou Rubin.

O analista assinalou que os preços têm um limite de baixa em Chicago, que é determinado muito mais pelos produtores norte-americanos do que pelos brasileiros, no caso de resistência a novas vendas. Rubin afirmou que o preço atual já embute em parte a expectativa de uma safra brasileira próxima de 100 milhões de toneladas, mas disse que é preciso acompanhar o desenvolvimento da safra no País para avaliar se não haverá surpresa sobre os preços.

Produtividade – A Agroconsult informou que, em virtude da forte intensidade do El Niño, a consultoria optou por, no caso de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, prever produtividades iguais às do ano passado, que já foi um ano de alto volume de chuvas, em vez de trabalhar com produtividades dentro da linha de tendência histórica. "Na nossa avaliação, RS e SC têm uma correlação muito forte entre produtividade e anos de El Niño", disse Rubin. A consultoria não detalhou os números de rendimento dos dois Estados, mas estimou a produtividade média no Brasil em 50,6 sacas/ha.

Com relação à perspectiva de redução do uso de fertilizantes na safra 2015/16, Rubin disse que a consultoria não acredita em impacto na produtividade. "Existe uma ‘poupança’ no solo", disse o analista, acrescentando que nos últimos anos produtores brasileiros investiram em fertilizantes e que, se houver prejuízos, eles não devem ocorrer por causa disso.

ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte: Portal DBO

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