Socorro depende do CMN

Fonte: Corrreio do Povo

Prorrogação de dívidas de arrozeiros e suinocultores foi detalhada pelo ministro Wagner Rossi

Crédito:

Luiz Mainardi

As medidas de socorro costuradas pelos ministérios da Agricultura e da Fazenda nas últimas semanas para tentar rever o endividamento dos arrozeiros devem incluir o parcelamento das operações de custeio, de Empréstimo do Governo Federal (EGF) e a prorrogação das operações de investimento. A informação foi confirmada ontem pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, em encontro com lideranças do setor e parlamentares em Brasília. A expectativa é que o aval seja dado hoje em sessão extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN). Algumas das medidas também valem para suinocultores, que sofrem embargo e alta de insumos.
A iniciativa, de acordo com o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, alivia a pressão do mercado, além de permitir foco na reestruturação da lavoura arrozeira. "Estamos chegando próximo ao preço mínimo. Em Pelotas, produtores já vendem a saca a R$ 24,00." Segundo o presidente da Federarroz, Renato Rocha, apenas 30% dos orizicultores serão beneficiados se as medidas forem autorizadas, pois o restante obteve financiamento com o setor privado. Para contemplar os demais, informa ele, a União ainda estuda nova ferramenta. O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, interpreta o pacote emergencial como "um passo para a solução".
O QUE ESTÁ NO FORNO
Investimentos 2010/2011: prorrogação da parcela deste ano para depois da última.
Custeios 2010/2011: parcelamento da dívida em cinco vezes, com primeira parcela em 2011.
Custeios: prorrogação para o final do vencimento das parcelas vencidas ou vincendas.
EGFs 2009/2010: reparcelamento dos 80% que deveriam ser pagos em outubro: 50% em 2011, 25% em 2012 e 25% em 2013.
PSI: adiamento da parcela deste ano para o final do contrato.
LEC: criação de Linha de Crédito Especial para suinocultores de até R$ 1,3 milhão/produtor.

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