São Paulo terá novo defensor público-geral

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Rafael Vernaschi obteve mais votos, mas decisão final é do governador

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo (Dpesp) terá um novo titular no cargo de defensor público-geral. A eleição por voto dos defensores foi feita no fim da semana passada, mas agora cabe ao governado do Estado, Geraldo Alckmin, indicar quem será de fato o sucessor da atual defensora-geral, Daniela Sollberger Cembranelli, no cargo desde 2010. Entre os dois defensores que disputaram, Rafael Vernaschi foi o mais votado, com 324 votos, pouco mais de 60% do total. O candidato Davi Depiné Filho obteve 215 votos e houve ainda 22 votos nulos e sete em branco.

Segundo informou a assessoria do governador, ele ainda não havia recebido, até a noite de sexta-feira, a lista de indicados para fazer sua escolha final. De posse dos dois nomes, Alckmin tem o prazo de 15 dias para dar sua decisão. Depiné é o candidato ligado à gestão atual e Vernaschi conta com o apoio da Associação Paulista de Defensores Públicos (Apadep). A lista poderia conter até três nomes, no entanto, a disputa contou apenas com dois candidatos. Pelas regras, cada defensor pode votar em mais de um deles.

Pelas contas da Apadep, participaram da eleição 557 defensores, de um total de 610 – ficam de fora os que estão em férias ou afastados. Rafael Português, presidente da associação, está confiante de que haverá o que ele acredita ser uma alternância de poder na Defensoria. "Acreditamos que, por conta do expressivo número de votos, o governador deve confirmar o escolhido", disse ele, embora em 2006 e 2008 o defensor indicado não tenha sido o mais votado, segundo contou o próprio Português.

O candidato Dapiné participou da atual gestão, assim como a atual defensora-geral participou da gestão anterior, de Cristina Guelfi Gonçalves. As duas cumpriram dois mandatos de dois anos cada uma, desde que a defensoria estadual foi criada, há oito anos.

Além de escolher o novo defensor público-geral, o pleito envolveu ainda a escolha de membros para o Conselho Superior da Defensoria, que é o órgão deliberativo e normativo da instituição. É formado por 13 membros, sendo 8 deles eleitos. O mandato dos conselheiros também é de dois anos, permitida uma reeleição. Entre os candidatos havia alguns independentes e duas chapas, a "Contraponto – Por uma Defensoria Democrática e Popular" e a "Defensoria para todos", esta última também apoiada pela associação.

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Fonte: Valor | Por Beatriz Olivon e Catherine Vieira | De São Paulo

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