Sintonia entre Água Brasil e BB na Rio+20

Agricultor Mozar Goncalves Lima, morador do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, uma das regiões de atuação do Água Brasil. Imagem: Eduardo Aigner/WWF-Brasil.

O programa Água Brasil tem grande sinergia com programas relacionados com a agricultura, como o programa Agricultura de Baixo Carbono, na avaliação do diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Clenio Severio Teribele. O blog Água Brasil conversou com ele na Rio+20. Veja o que ele diz:

“Há uma profunda sinergia entre o Água Brasil e a atividade que nós patrocinamos, que é o agronegócio brasileiro, compreendendo a agricultura e a pecuária. Vejo possibilidade muito grande de integração ou de similaridade de objetivos, principalmente com o programa Agricultura de Baixo Carbono, em que especialmente se otimiza a atividade da propriedade, em busca da maior produtividade e da racionalização de recursos. Um dos recursos é a água, quer na otimização do uso, quer no sentido da ação de não poluí-la.

“Algumas atividades agropecuárias brasileiras são potenciais de trabalho que a gente tem no sentido de tratar melhor os dejetos de origem animal e aproveitá-los. Por outro lado, quando se fala de agricultura, há a questão do uso de defensivos agrícolas. São práticas usuais. O Brasil tem alto índice de devolução de embalagens, acima de 90%, é líder mundial nisso, mas ainda existem várias atividades a serem realizadas, na educação dos produtores, na sensibilização e preparação para isso.

“Do ponto de vista da agricultura familiar, isso tudo converge. A gente percebe a necessidade de continuar investindo em planos de irrigação, por exemplo. Temos necessidade identificada na Região Nordeste muito forte, mas agora isso começa a se evidenciar em outras regiões do país, numa parte do Rio Grande do Sul, numa parte de Santa Catarina, que vêm sofrendo sucessivas estiagens e então precisamos fazer investimentos nisso. Então, nada melhor que estejamos integrados a um programa, trazendo experiência de uma entidade como o WWF-Brasil, com a força do Banco do Brasil, para que a gente faça, junto com as lideranças, com as entidades representativas das comunidades, um trabalho bem feito, em que a gente não comece errado.”

Fonte: Água Brasil

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