Sicadergs quer ministro investigado

No Estado, percentual de abate clandestino representa 20% do total

O Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs) defende a investigação do possível envolvimento do novo ministro da Agricultura, Antônio Andrade (PMDB/MG), com abatedouro clandestino. Reportagem da edição desta semana da revista Veja apurou que o deputado federal licenciado seria fornecedor e cliente do Matadouro do Rogério, em Vazante, cidade mineira onde o peemedebista possui fazendas, presidiu o Sindicato dos Produtores Rurais e foi prefeito em 1989. ‘Seria um péssimo exemplo’, avalia o presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen. Questionado pelo CP, o ministro alegou que as informações não procedem. ‘Não crio gado de corte, e sim de leite – Gir e Girolando.’ Ele explicou que os animais de descarte são encaminhados para outro frigorífico, mas que ‘não teria problema’ vendê-los a Fonseca, cujo estabelecimento estaria em situação regular.

No RS, a estimativa do sindicato é que a clandestinidade cause um prejuízo de 20% para o setor, que movimenta R$ 4 bilhões por ano, com o abate de 1,8 milhão de cabeças de gado. Segundo Lauxen, programas como o Agregar Carnes deram oportunidade para muitas empresas se regularizarem. ‘Não se pode mais admitir ter no mercado carne sem procedência.’

Fonte: Correio do Povo

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