Setor arrozeiro prevê estabilidade de preços

Analistas e produtores avaliam que as cotações do cereal no mercado deverão se manter firmes nesta temporada

ROBESPIERRE GIULIANI/DIVULGAÇÃO/JC
Segundo o Irga, Estado deve manter produção de 8,2 milhões de toneladas de arroz

Segundo o Irga, Estado deve manter produção de 8,2 milhões de toneladas de arroz

O mercado de arroz para esta safra deve se manter estável e com preços atrativos para os produtores. Com o forte da colheita previsto para o final de fevereiro, a cultura se encontra, na maior parte, em estado de germinação e desenvolvimento vegetativo, segundo o informativo da Emater divulgado na semana passada.
Apesar dos problemas no início do plantio, que atrasou a implantação de cerca de 30% das lavouras, a expectativa do presidente do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), Cláudio Pereira, é que seja mantida a produção de cerca de 8,2 milhões de toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou, no último levantamento, divulgado este mês, uma colheita próxima de 8,5 milhões de toneladas.
Pereira avalia que o cenário vai manter firme o preço do arroz. Segundo o dirigente, mesmo com a realização de leilões pelo governo federal, que já ofertou 286 mil toneladas e deve liberar a venda de mais 500 mil toneladas do grão, as cotações não caíram. Outro fator destacado pelo presidente do Irga são as exportações do cereal, que devem fechar o ano comercial, no final de fevereiro, em 1,2 milhão de toneladas, enquanto a entrada do produto no País deve fechar em 1 milhão de toneladas. “O Mercosul já não está nos afetando mais”, salienta.
Isto, de acordo com o dirigente do Irga, se deve também ao decreto assinado no ano passado, estabelecendo a ampliação do benefício fiscal do arroz para vendas a outros estados. Com a medida, incentivo passou de 3,5% para até 7% de crédito presumido sobre o valor das compras do grão produzido no Rio Grande do Sul. No entanto, a condição é que as empresas não utilizassem mais do que 10% de arroz importado no processo industrial.
Para o analista de mercado Tiago Barata, além da sensibilidade do governo do Estado em apoiar o produtor gaúcho, a consolidação do arroz brasileiro além das fronteiras e o consórcio com a soja dentro da lavoura, que ajudou os arrozeiros a segurarem o grão no momento tradicional de baixa de preços durante o início de colheita – que levou em 2011 a valores que chegaram a R$ 18,00 a saca de 50 quilos – são determinantes para a regulação das cotações. “São fatores que estão dando uma sustentação de preços ao produtor”, ressalta.
Para os produtores, a expectativa é de uma safra cheia, como foi considerada a de 2012/2013. O presidente da Comissão de Arroz da Farsul, Francisco Schardong, acredita que a comercialização deve manter a média de valores do ano passado. “Os leilões feitos de acordo com a cadeia produtiva mantiveram sempre preços de mercado e não causaram nenhum impacto nas cotações”.
Na última semana, conforme a Emater, a cotação média da saca de 50 quilos de arroz no mercado do Rio Grande do Sul foi de R$ 35,00.

Fonte: Jornal do Comércio | Nestor Tipa Júnior

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