Setor agro discute operações de barter em cenário de supersafra

Gerenciamento de riscos, projeções de futuro e busca de melhores resultados são alguns dos temas do II Fórum Barter Brasil

por Globo Rural On-line

José Medeiros

Soja será uma das culturas discutidas durante o evento

Aprender com as dificuldades ocorridas este ano durante a supersafra de soja e milho, gerenciar os riscos das operações de barter de modo profissional e tirar desse sistema o máximo em benefícios são os próximos desafios enfrentados pelo setor agro que, cada vez mais, utiliza em suas rotinas de negócios essa operação de troca de uma parte da própria produção agrícola por insumos necessários à lavoura.
Para discutir os novos rumos, as tendências e os desafios dessas operações, executivos de empresas de sementes, defensivos, fertilizantes, tradings, cooperativas, consultorias, bancos e da BM&F participam do II Fórum Barter Brasil, no dia 17 de setembro, das 14 às 19 horas, no auditório da Dow AgroSciences, em São Paulo.
As dificuldades logísticas – como o alto preço do frete do milho safrinha, a falta de estrutura para escoamento da produção e a falta de armazéns – também serão tema de discussão durante o evento.
Os principais players abordarão os desafios do setor durante o evento, como cenários projetados para as commodities em 2013/201, necessidade de profissionalização da modalidade e maximização de resultados da operação. Oscar Julio Burd, presidente da Success Tecnologia, empresa que organiza o evento, diz que das dez maiores empresas nacionais de sementes, adubos e defensivos, com faturamento de R$ 37 bilhões no ano passado, quatro utilizam sistemas especializados para os controles das operações de Barter. As empresas usuárias faturaram R$ 17 bilhões em 2012. “É um novo momento de se discutir quais as vantagens desses sistemas, as dificuldades e os ganhos obtidos com isso”.
Análise e Prevenção de Riscos na visão do Rabobank

Durante o evento, Lilian Laxer, Sênior Banker do Rabobank, fará a palestra “A visão prática do Rabobank sobre a análise e a prevenção dos riscos de operações de barter”.
Há seis anos, o banco fez sua primeira operação de barter. Hoje, no modelo adotado pela instituição, o contrato é fechado com o produtor ou distribuidor e o valor contratado é desembolsado diretamente à empresa fornecedora de insumos. Após a colheita, os produtos agrícolas são entregues numa trading, que liquida o financiamento com o banco.
A Basf estima que as operações de barter com as culturas de soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar (açúcar e etanol) responderão por 40% de seu faturamento nos próximos dois anos. Segundo Patricia Ambrosio, gerente de Departamento de Operações Comerciais e Performance Modelo da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf para o Brasil, o barter é uma forte ferramenta de mitigação de risco com facilidade de acesso aos insumos. “O produtor tem segurança quanto ao preço da commodity e a quantidade de sacas para compra dos defensivos”, complementa. A empresa planeja expandir suas operações de Barter para a Argentina e Leste Europeu em breve.
Marcelo Gavazzi, gerente de operações de barter da Ihara, explica que as operações requerem muita estratégia. “Nosso diferencial é atuar nas commodities por meio de parceiros com garantia de preço mínimo, oferecendo participação na alta. Este foi um ano de estreitamento e fortalecimento das parcerias com nossos clientes e tradings de primeira linha. Agora buscamos soluções para outras culturas, como algodão, café, açúcar e milho”, explica Gavazzi.

Fonte: Globo Rural

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