Servidores obedecem STJ e encerram operação-padrão

JONATHAN HECKLER/JC

Panfleto distribuído no aeroporto Salgado Filho explicava paralisação

Panfleto distribuído no aeroporto Salgado Filho explicava paralisação

Diferentemente da semana passada, quando operações-padrão e barreiras em rodovias provocaram filas no aeroporto Salgado Filho e congestionamento em estradas do Estado, a greve dos servidores públicos não ocasionou maiores transtornos à mobilidade dos gaúchos ontem. Os policiais federais, por exemplo, optaram pela distribuição de panfletos aos usuários do aeroporto para explicar os motivos da paralisação.
O presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef-RS), Paulo Paes, afirma que a categoria, apesar de recorrer da decisão, está cumprindo a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que classificou como ilegais as operações-padrão. Paes enfatiza que muitas pessoas entendem as razões das reivindicações dos policiais federais. Ele defende ainda que a fiscalização nos aeroportos deveria ser desenvolvida diariamente como nas ocasiões em que foram realizadas as operações-padrão, uma vez que as ações em voos domésticos resultaram na apreensão de munição, drogas e de indivíduos procurados.
Os policiais rodoviários federais gaúchos também resolveram manter a greve, entretanto, ontem, não realizaram nenhuma mobilização. O diretor social do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Rio Grande do Sul (Sinprf-RS), Ugo Fiori, adianta que a classe planeja fazer, durante esta semana, um ato político. O evento não está confirmado, porém a perspectiva é de serem realizadas amanhã, com outros sindicatos, passeatas em Porto Alegre e em cidades do Interior.
No Estado, os policiais rodoviários federais estão em greve desde a semana passada, contudo a paralisação nacional foi aceita em assembleia no sábado, e a adesão será feita de forma gradual, conforme as necessidades de cada sindicato estadual. Há 24 sindicatos regionais e a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) calcula que 21 atendem ao comando de greve até a sexta-feira, um dia depois de uma reunião com o Ministério do Planejamento, que deve acontecer na quinta-feira. Entre os serviços prejudicados com a paralisação, está o combate aos crimes em estradas e rodovias, ao tráfico de drogas, assim como a fiscalização de cargas, sonegação de impostos e crimes de trânsito. O policiamento nas fronteiras também será reduzido, 30% do efetivo seguirá com os trabalhos.
A FenaPRF diz que a greve persistirá até alcançar um acordo com o governo. A classe pede, principalmente, uma recomposição salarial e o reconhecimento do nível superior para o cargo de policial rodoviário federal.
O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, retomou ontem as negociações com servidores públicos em greve. Até o momento, o governo fez a maior parte das categorias a mesma proposta: reajuste de 15,8% a ser aplicado em três anos.

Fonte: Jornal do Comércio

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