Senar organiza live sobre Livro Caixa Digital do Produtor Rural

Em 2021 o prazo para a entrega das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física é o mesmo da apresentação do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCPDR). Essa nova forma – agora obrigatória – de apresentar à Receita Federal os registros de atividades rurais mantidos por pessoas físicas teve alterações recentes nas regras.

Para ajudar os produtores a sanarem dúvidas sobre o tema, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/RS) vai realizar na próxima quinta-feira (8), às 9h, evento gratuito no YouTube, com auditores da Receita Federal, para esclarecer e responder dúvidas dos produtores.

"Quanto mais obrigações o governo impõe, fica muito mais fácil cometer um erro.Por isso o Senar busca fazer ações que esclareçam tanto o produtor rural quanto aos profissionais contábeis, justamente para evitar qualquer tipo de prejuízo a quem produz", ressalta o analista de arrecadação do Senar–RS Fabio Ramon Baldessar, que vai mediar o evento.

O evento online contará com a presença dos auditores fiscais da Receita Federal Claudio Morello e José Carlos Zimmermann, que farão o esclarecimento das principais dúvidas.

"A maioria das incertezas reside no lançamento de receitas e despesas no livro caixa. Um contrato de parceria gera dúvidas como "Quantos por cento se lança?". Ou: "Se lança folha de pagamento?". Em financiamento de maquinário, coloca só os juros ou tudo de uma vez só? Em geral, as dúvidas residem em caracterizar e parametrizar as atividades", explica Baldessar.

Devem declarar o LCPDR produtores com receita bruta superior a R$ 56 mil. A escrituração serve para registrar as entradas e saídas em caso de auditoria ou fiscalização. Desde de 2019, a Instrução Normativa RFB número 83 passou a determinar a obrigatoriedade do preenchimento da LCDPR a todos os produtores rurais com movimentações superiores a R$ 4,8 milhões. Excepcionalmente, naquele ano, o valor do teto foi ampliado para R$ 7,2 milhões. Mas, desde o ano passado, o valor mínimo voltou ao original: R$ 4,8 milhões.

Fonte: Jornal do Comércio

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