Seminários reunirá pesquisadores da Embrapa em Porto Alegre

Agrimark Brasil será realizado no dia 26, com inscrições gratuias, que precisam ser feitas antecipadante

Seminários reunirá pesquisadores da Embrapa em Porto Alegre Joana Silva/Embrapa,divulgação

Foto: Joana Silva / Embrapa,divulgação

Thiago Copetti

thiago.copetti@zerohora.com.br

Produtores, pesquisadores e gestores ligados ao campo terão a chance de, conhecer, ainda em setembro, um pouco do que está sendo produzido no país em termos de pesquisa e inovação no setor agropecuário. Com 40 anos recém-completados, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostrou avanços que serão tema da nona edição do Agrimark Brasil, que será realizado em Porto Alegre.

Participam do evento quatro dos principais pesquisadores da entidade para falar de temas como agroenergia, geotecnologias e inteligência na agricultura, automação, precisão e nanotecnologia. É nessa última área, de soluções em minúsculas dimensões, que a Embrapa tem se destacado pelo pioneirismo de sua pesquisa.

— Trabalhamos com uma rede de cerca de 200 pesquisadores e 50 entidades parceiras, em diferentes projetos. Tem muita coisa sendo desenvolvida para o campo com o uso de nanotecnologia, como filmes comestíveis para preservação de frutas, uma língua eletrônica que ajuda na identificação de café e outras bebidas e um fármaco que torna mais eficiente os medicamentos usados contra a mastite — exemplifica o diretor executivo de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa, Ladislau Martin Neto, um dos palestrantes.

Além de Ladislau, mestre em Física aplicada, doutor em Biofísica e pós-doutor pela Universidade da Califórnia, também participam do seminário promovido no dia 26 pelo Instituto de Marketing em Agribusiness (I-UMA) o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, Guy de Capdeville, o pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite, Edson Luis Bolfeo, e o presidente da entidade, Maurício Antônio Lopes.

Como participar

O Seminário Brasileiro de Marketing no Agronegócio (Agrimark Brasil) ocorre dia 26, com entrada franca. As inscrições prévias são obrigatórias e devem ser feitas pelo telefone (51) 3224-6111 ou pelo e-mail agrimark@i-uma.edu.br

Saiba mais

Bebidas testas eletrônicamente

A Língua Eletrônica, como foi batizado o sensor gustativo para avaliação de bebidas, entre elas, a água, vinho e café, foi desenvolvida pela Embrapa Instrumentação Agropecuária, em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, e representa um avanço no controle de qualidade para a indústria alimentícia, vinícolas, estações de tratamento de água e, possivelmente, na indústria farmacêutica.

O sensor permite com rapidez, precisão, simplicidade e a um custo baixo, verificar a qualidade da água, se existem contaminantes, pesticidas, substâncias húmicas e metais pesados. A Língua Eletrônica diferencia sem dificuldade os padrões básicos de paladar, doce, salgado, azedo e amargo, em concentrações abaixo do limite de detecção do ser humano. O sistema também apresenta excelentes resultados na diferenciação de bebidas com o mesmo paladar, sendo possível distinguir diferentes tipos de vinho, café, chá e água mineral.

No café, a Língua é capaz de avaliar e classificar, segundo o seu paladar, qualidade, regiões e possivelmente produtores, detectar adulterações nos produtos comercializados e monitorar a consistência de paladar e qualidade dos produtos produzidos no país.

Frutas preservadas por mais tempo

Uma nova tendência mundial está tomando conta do mercado de alimentos. São os produtos chamados minimamente processados, como os "fresh cut" e "ready to eat", ou seja, frescos e cortados e prontos para comer. A Embrapa Instrumentação está desenvolvendo pesquisas visando o uso de revestimentos e filmes protetores comestíveis, que aplicados diretamente sobre os alimentos, garantem sua qualidade e aparência, permitindo o consumo imediato sem nenhuma necessidade de tratamentos ou limpezas subseqüentes.

Esses filmes são obtidos empregando-se produtos naturais com características hidrogéis, que são materiais de base polimérica com alta afinidade por água. Esses materiais, em combinações apropriadas, permitem a formação de filmes finos, transparentes e mecanicamente resistentes. O pesquisador Odílio Assis acredita que o potencial dos hidrogéis, de origem animal e vegetal para o aumento do tempo de conservação de frutas e legumes representam uma alternativa simples e de baixo custo para a preservação de alimentos in natura, que hoje são comercializados praticamente desprotegidos.

Fonte: Embrapa

Fonte: Zero Hora

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