Seminário na CNA debate cooperação bilateral entre China e Brasil na área de biotecnologia

Brasília (25/04/2019) – O seminário “Agro em Questão: Agricultura e Biotecnologia – Brasil e China” reuniu especialistas de todo o Brasil na quinta (25), na sede da CNA, para debater as estratégias e as ferramentas fundamentais que possam aprimorar e ampliar a cooperação bilateral entre os dois países.

A superintendente de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Lígia Dutra, moderou os debates que ocorreram no painel “Agricultura como pilar de uma relação ganha-ganha entre Brasil e China”.

“O Brasil já tem uma agenda bem definida do que precisa ser tratado com a China, pois existem grandes oportunidades apresentadas para impulsionar o comércio internacional. Nesse sentido, é fundamental incentivar a presença brasileira no país asiático para estimular os negócios e atrair investimentos”, afirmou Lígia Dutra.

Por meio de videoconferência a professora sênior da Universidade de Negócios e Economia Internacional de Pequim, Tatiana Prazeres, apresentou um panorama sobre a agricultura na China e mostrou os impactos sobre a guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Na avaliação da secretária especial-adjunta de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Yana Dumaresq, o dinamismo social da China reflete em um número expressivo em que mais de 700 milhões de pessoas saíram da pobreza nos últimos anos. Dados mostram que até 2027, a China será um demandante expressivo por produtos carnes, lácteos, cereais e soja.

O coordenador de agronegócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Altair Gallassi, destacou que a China é o principal destino das exportações brasileiras. De 2014 para 2018 houve crescimento de 3% para 10 % de envio de produtos agropecuários para o país asiático.

Em sua apresentação, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Sérgio Bortolozzo, reforçou que o uso da biotecnologia na agricultura é benéfico para o fortalecimento da relação entre Brasil e China e que somente com essas ferramentas será possível realizar o abastecimento de alimentos no mercado chinês.

O painel “Os desafios do desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas à agricultura para a cooperação técnica e científica” foi moderado pela diretora de regulamentação do Centro de Tecnologia Canavieira, Silvia Yokoyama. Os palestrantes debateram o tema da produção de organismos geneticamente modificados e como eles são importantes para suprir a gradativa demanda mundial por alimentos.

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Sebastião Barbosa, destacou que a Embrapa e a China já estão desenvolvendo projetos de inovação e outros três projetos em estarão execução até 2020 com quatro instituições chinesas envolvidas. As principais áreas de cooperação tratam do intercâmbio de material genético da soja, algodão, frutas, abóbora, alho, sorgo, oleaginosas, bambu e cereais.

Para o presidente executivo da Associação Brasileira de Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, o debate de biotecnologia agrícola precisa envolver as boas práticas produtivas, pois os clientes também querem obter informações sobre a rastreabilidade dos alimentos.

A diretora-executiva da Associação das Empresas de Biotecnologia na Agricultura e Agroindústria (Agrobio), Eliane Kay, falou sobre as características da regulamentação de novos eventos no Brasil, realizado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

No país asiático a Agência Nacional de Biossegurança (NBC) é responsável pelas aprovações. A diretora-executiva reforçou a necessidade de flexibilizar o sistema regulatório chinês, tendo em vista que uma aprovação leva em média 5 anos e 8 meses.

‘Novas Tecnologias e o impacto para o comércio de alimentos entre China e Brasil’ foi o terceiro e último painel. Foram debatidos temas como a transferência de tecnologia e conhecimentos para o desenvolvimento agrícola de ambos os países para suprir a demanda por alimento. A moderação foi feita pelo consultor especial da Presidência da CNA, Nilson Leitão.

A diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia Adriana Brondani falou sobre os benefícios da adoção de biotecnologia no Brasil há 20 anos.

Paulo Sousa, diretor de grãos para a América Latina da empresa Cargill, que atua na produção e processamento de alimentos, ressaltou que, apesar dos desafios logísticos, a soja brasileira possui vantagens competitivas em relação à dos demais países porque possui alto percentual de proteína no grão, algo em torno de 34%.

A assessora de investimentos e especialista em mercado chinês, Larissa Wachholz, expôs as perspectivas de negócios no contexto agrícola e como as empresas chinesas têm manifestado interesse sobre a segurança alimentar e o investimento em tecnologia em relação ao Brasil.

Assessoria de Comunicação CNA/SENAR
Fotos: Adriano Brito e Tony Oliveira
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Fonte : CNA

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