Seguro agrícola – Produtores querem mais rapidez na liberação dos recursos

O mercado de seguro agrícola no Brasil calcula que este ano sejam necessários mais de 560 milhões de reais em subvenção do Governo Federal para atender aos agricultores.  Produtores de grãos e de frutas são os que mais usam o recurso. A quarta reportagem da série Eleições 2010 especial sobre Política Agrícola mostra como funciona o sistema com o subsidio do governo e o que os produtores esperam que melhore a partir do próximo ano.

Na região de Indaiatuba, no interior de São Paulo, não dá para produzir sem seguro. A incidência de granizo no local é muito alta, diz o produtor rural Wilson Tomaseto, e ocorre todos os anos. Tomaseto é também diretor do sindicato rural do município. Esta região, que envolve 15 cidades do chamado Circuito das Frutas, tem mais de mil produtores só de uva. É uma região forte na atividade, mas frágil por causa do clima.

Pode-se dizer que fazer seguro na região é tão necessário quanto ter a semente para produzir. Os agricultores já contam com isso toda a safra. O problema é que nem sempre acontece como eles esperam. Um exemplo é a plantação de uva safrinha. A subvenção do governo para o seguro desta plantação deveria ter saído no início do ano. Porém, até agora, nada.

— No comecinho de abril, nós tivemos uma chuva de granizo que pegou aqui na região. Então, o produtor que estava sem seguro, já perdeu — diz Tomaseto.

O atraso causa prejuízo e insegurança aos produtores, diz Wilson. O problema não é a quantidade, nem o percentual que o governo subsidia. É a incerteza de que o recurso virá na hora certa. Para frutas, o subsidio do governo federal chega a 60% do valor do seguro. Os outros 40% são divididos entre o Estado e o agricultor. Produtores de frutas de São Paulo já estão acostumados com essa fórmula. Acostumados, mas não tranquilos, apesar dos dados do Ministério da Agricultura.

Em 2009 segundo governo, 56.306 produtores rurais brasileiros usaram a subvenção do seguro agrícola. Foram 12 mil beneficiados a mais do que no ano anterior. Quase R$ 260 milhões foram destinados ao seguro. Para este ano, a previsão é reduzir o volume de recursos e a união deve liberar R$ 238 milhões. Para atender as propostas, as seguradoras calculam que seriam necessários buy rimonabant R$ 561 milhões. Grande parte para as lavouras de grãos e frutas da região sul.

— Não havendo recursos, não há como vender o seguro com subvenção. O agricultor evidentemente pode comprar o seguro agrícola sem a subvenção. Ele paga 100% do prêmio. Porém, o prêmio, uma taxa de trigo em 12%, é caro pra ele. É oneroso o agricultor gastar 12%. Então, é difícil o agricultor comprar o seguro nestas culturas de inverno ou coberturas para frutas, que são mais caras — explica o diretor técnico da Seguradora Aliança, pills no prescription Wady Cury.

— É o suficiente quando a gente consegue ter. Aí é suficiente. Aí é viável. Porque as taxas, na verdade, do seguro são bastante altas. Hoje você fala em uma taxa de 12,20% aqui na região. Então vamos dizer, é um seguro até alto de uma taxa, se for considerar por planta, do que ele vai pagar. O produtor sozinho não consegue — avalia Tomaseto.

Fonte: Canal Rural