Segurança alimentar e preservação ambiental

Ter dentro do município uma população que saiba plantar, que é a cultura do rural, é importante estratégia para garantir comida na mesa. "Em uma crise de abastecimento, esse alimento pode chegar à população, garantindo soberania e segurança alimentar", ressalta Luís Paulo Vieira Ramos, extensionista do escritório municipal da Emater.

Ambientalmente, a área agrícola tem impacto menor do que espaços urbanizados, ajudando a conservar a biodiversidade, afirma Ramos, pelas exigências do Código Florestal e por manter encostas de morros e margens de arroios: "A zona rural tem matas que formam cordões, onde a fauna pode circular. Preserva, ainda, plantas nativas de dois biomas, pois a cidade está localizada na transição entre os biomas Pampa e a Mata Atlântica".

Outro papel do verde é resfriar o ambiente e reduzir bolsões de ar quente, prevenindo enxurradas, explica Ramos.

Além de as plantas fixarem carbono e produzirem oxigênio, é pela Região Sul da Capital que chega o ar oxigenado da Lagoa dos Patos e do mar. Pouco povoada, melhora a qualidade do ar até de bairros centrais. A zona rural ainda é responsável pela preservação de nascentes e mananciais hídricos, lembra Oscar Pellicioli, da SMDE, destacando.

Fonte: Jornal do Comércio