Seca nos EUA afeta Brasil

O agravamento das condições climáticas nos Estados Unidos (EUA), que enfrentam a mais duradoura seca em 50 anos, reflete-se com intensidade sobre os custos de produção de pecuaristas brasileiros. Em seis meses, as despesas com insumos na criação de aves e suínos aumentaram mais de 30% no mercado nacional por causa da quebra de safra da soja norte-americana.

Sob alegação de não repassar o aumento de custos ao consumidor, agricultores e pecuaristas têm barganhado junto ao governo a adoção de medidas de estímulo econômico ao setor, como a liberação de créditos tributários retidos pela Receita Federal.

Como grande número de frigoríficos nacionais exporta parte de sua produção – o que, além de isentar impostos, dá direito a compensações no pagamento de outros tributos que incidem sobre o que é comercializado no Brasil -, os empresários pedem que o governo acelere o repasse do contencioso tributário.

Como contrapartida, a garantia é manter o abastecimento inalterado. "Cremos que, com o incentivo do governo ao mercado doméstico, podemos fixar a distribuição das matérias-primas dentro do nosso país", disse ontem, ao deixar o prédio do Ministério da Fazenda, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli. Além dele, estiveram reunidos com o secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, e o diretor de mercados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Ubabef), Ricardo Santin.

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE – DF Editoria: ECONOMIA Jornalista(s): » DECO BANCILLON