Seca causa prejuízo em Rio Pardo

 Safrinha do milho foi uma das mais atingidas na região<br /><b>Crédito: </b>  Giselle Lima / Divulgação / CP

Safrinha do milho foi uma das mais atingidas na região
Crédito: Giselle Lima / Divulgação / CP

O prejuízo na agricultura e na pecuária em Rio Pardo com a estiagem prolongada supera os R$ 64 milhões desde o início do ano, conforme levantamento da Emater. Frente às perdas, o prefeito Joni Lisboa da Rocha assinou, nesta semana, o decreto de situação de emergência. De acordo com a notificação preliminar de desastre encaminhada à Defesa Civil do Estado, 18 mil pessoas sofrem com a seca. "Os prejuízos estão se acumulando, e as consequências para a agricultura familiar são agravantes", afirmou o prefeito.
O déficit hídrico, além de causar prejuízos em pastagens cultivadas e no campo nativo, acarreta perdas na taxa da reprodução animal. O município, atualmente, possui um rebanho de 126 mil cabeças de gado de corte. Parte desses animais deverá ser afetada pela falta de pastagem e grãos. Os resultados negativos também prejudicam o arroz irrigado e os hortifrutigranjeiros.
A escassez de chuvas mostra reflexos no nível do rio Jacuí. A medição na foz da Barragem do Anel de Dom Marco nesta semana apontou 5,14 metros, enquanto o normal é de 7 metros. Em vários pontos ao longo do leito de rio, são visíveis bancos de areia e pedras antes submersos. A falta de água compromete a rotina de vida das próprias famílias em todo o Interior que, além de não terem água para os animais e as pastagens, também sofrem com o abastecimento para o consumo próprio. O decreto autoriza a convocação de voluntários para assistir às comunidades, que deverão ser coordenadas pelos conselhos municipais de Defesa Civil e demais órgãos representativos da classe afetada. O prazo de vigência do decreto é de 60 dias.

Fonte: Correio do Povo

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