Seca castiga a Argentina e agricultores avaliam perdas

Estiagem já provocou a morte de centenas de animais e perda de 22% nas lavouras de milho

por Globo Rural On-line

Luis Zabreg/EFE

A estiagem já provocou a perda de 22% das lavouras de milho na Argentina

A seca que afeta a produção agrícola da Argentina fez com que os produtores se reunissem nesta semana para avaliar os impactos negativos na safra 2011/2012. Os agricultoresdas principais províncias produtoras do país (Buenos Aires, Córdoba e Santa Fe) buscam uma solução para a estiagemque já causou a perda de 22% nas lavouras de milho e a morte de centenas de animais, segundo informações daFederação Agrária da Argentina (FAA).
Os produtores esperavam 110 milhões de toneladas degrãos e oleaginosas, mas meta não deve ser atingida se não chover nos próximos dias no país. A FAA compara a seca atual à de 2008, que provocou perdas de 35,4 milhões de toneladas. A entidade afirma ter perdido cinco milhões de toneladas de milho e cinco milhões de toneladas de sojadesde dezembro. Um prejuízo de US$ 3 bilhões.
A situação é grave em Córdoba, Santa Fe, La Pampa e Buenos Aires, as grandes províncias produtoras. O governo ainda não reviu suas estimativas para a safra. Enquanto isso, os agricultores pedem ajuda oficial e eliminação de impostos para exportações.
Além da seca, a FAA afirmou em comunicado à imprensa que os produtores enfrentam muitos problemas, como "os aumentos das taxas municipais e as enormes dificuldades ocasionadas pelas travas às exportações e o sistema distorcido dos preços impostos pelo governo". Em nota, o governo argentino disse que uma equipe de técnicos está monitorando a situação climática e o resultado final sobre a safra vai depender do que foi semeado, do tipo de solo e de seu perfil hídrico.

Brasil

No Rio Grande do Sul, a estiagem de mais de dois meses levou 142 municípios a decretarem situação de emergência. As regiões mais castigadas são o centro, o norte e o noroeste. O prejuízo com perdas nas lavouras de milho, feijão e soja era calculado em R$ 877 milhões na semana passada, quando foi feito o último levantamento.
Os produtores de arroz passarão a captar água da bacia por sistema de rodízio. Se a água baixar ainda mais, municípios como Cachoeirinha e Gravataí poderão recorrer ao racionamento.

Fonte: Globo Rural

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