Se Código Florestal for aprovado sem alterações, 65% das granjas serão consideradas irregulares, diz ABCS

Mais da metade das propriedades estão situadas em Áreas de Preservação Permanente, afirma Marcelo Lopes, presidente da entidade

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Pelo menos 65% das granjas estão situadas em APPs, diz ABCS

O impasse acerca das negociações na Câmara Federal sobre a votação do texto do Código Florestal preocupa os criadores de suínos do Sul do país. Um alerta da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) afirma que, se o texto for aprovado como saiu do Senado, 65% das granjas estarão em desacordo com a lei.
O motivo é o item que se refere às Áreas de Preservação Permanente (APPs). Segundo o texto aprovado, propriedades situadas em APPs após 22 de julho de 2008 não podem dar continuidade a suas atividades. Além disso, o item relativo àReserva Legal isenta somente parte dos produtores da recomposição de áreas desmatadas.
O suinocultor Rubens Valentin, que mantém 110 hectares de Reserva Legal em propriedade de 290 hectares, afirma que não descuida da preservação. No caso dele, no entanto, mesmo que a nova legislação ambiental entre em vigor, não há necessidade de recomposição.
– Em termos de normas ambientais nós apromoramos um pouquinho nos últimos anos, até pela possibilidade econômica, mas em termos de respeitar mata cliar, reserva, distância de rio, é elementar, você precisa fazer.
Segundo Marcelo Lopes, presidente da ABCS, 65% das granjas ficam em APPs.
– Tá construído ali um galpão e é diferente de uma plantação que você tira, para de plantar, ali tem uma obra civil pronta. Não foi o produtor que invadiu a APP e sim a APP que invadiu o produtor e aí você inviabiliza.
Havia a expectativa de que o projeto que altera o Código Florestal fosse a plenário na Câmara nesta semana, mas as chances de isso acontecer já são consideradas remotas. O Governo Federal não admite alterações no texto aprovado pelo Senado e teme ser derrotado na votação, já que a base aliada está insatisfeita com a forma como vem sendo tratada pelo Palácio do Planalto.

Fonte: Ruralbr

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