Sócios do grupo JPupin voltam à recuperação judicial

O Grupo JPupin, um dos maiores produtores de grãos e fibras do país, obteve do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) uma decisão suspendendo um outro posicionamento do mesmo tribunal que interrompia a recuperação judicial dos sócios da empresa, o produtor José Pupin e sua esposa, Vera Pupin. Com isso, o casal, na condição de "firma individual de produtor rural" entrou novamente em recuperação judicial, conforme havia decidido em setembro de 2015 a Vara Cível de Campo Verde (MT).

Assim, todas as ações de execuções e arrestos de garantias que estavam sendo movidas por credores contra os sócios também estão suspensas. As pessoas jurídicas do Grupo JPupin estão em recuperação judicial desde o último trimestre de 2015. A decisão do TJ sobre os sócios só vale até o julgamento do recurso no Superior Tribunal Justiça (STJ).

O advogado do grupo, José Luis Finocchio Júnior, do escritório Finocchio&Ustra Sociedade de Advogados, explicou que a mudança de posicionamento do TJ-MT não considerou o mérito da questão, mas acatou o argumento da defesa de Pupin de que essa enxurrada de execuções e arrestos poderia comprometer o processo de recuperação judicial do grupo. "O risco era de que, quando viesse a decisão do STJ, a situação da empresa já estivesse muito delicada", afirmou Finocchio.

Dono de fazendas em Mato Grosso que somam 100 mil hectares cultivados com algodão, soja e milho, Pupin, na condição de pessoa física, estava tendo que se defender judicialmente de execuções e arrestos movidos por mais de dez credores, entre fundos de investimentos, bancos e empresas de insumos. O grupo e o casal que o controla declararam à Justiça dívidas de R$ 898 milhões, 50% desse total em dólar.

Por Fabiana Batista | De São Paulo
Fonte : Valor

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