Sai apoio a arroz e suínos

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, ontem, em reunião extraordinária, a renegociação de operações de custeio e investimento contratadas por agricultores familiares, arrozeiros e suinocultores independentes, diante dos problemas na comercialização. As medidas, já anunciadas pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, eram aguardadas há, pelo menos, três semanas. Para parcelas vencidas e vincendas entre 1 de janeiro de 2012 e 14 de fevereiro de 2013, o novo prazo para pagamento será 15 de fevereiro do ano que vem. Contudo, como 85% dos 10 mil suinocultores gaúchos são integrados, a avaliação do setor é que a medida será ineficaz. "Houve uma interpretação errada do conceito de integrado. Esse produtor só tem garantia de compra e venda, não de renda", avaliou o presidente da Acsurs, Valdecir Folador. O diretor-executivo do Sips, Rogério Kerber, disse que o custo de produção é o principal gargalo, já que não é possível transferir ao mercado a alta dos preços do milho e da soja. Ele defende a implantação de um programa de abastecimento pelo governo federal.
Lideranças da Fetag e da Federarroz consideram o novo fôlego fundamental para a construção de uma proposta de refinanciamento do passivo rural, que só no caso da lavoura arrozeira soma R$ 3,1 bilhões. "A prorrogação ajuda, mas não resolve o problema", ponderou o presidente da Fetag, Elton Weber. Agora, segundo ele, é preciso avançar na negociação, que visa ao parcelamento a longo prazo, considerando um determinado percentual sobre a receita da propriedade. Apesar de considerar o todo positivo, o presidente da Federarroz, Renato Rocha, criticou o fato de as operações envolvendo EGF e FAT Giro Rural terem ficado de fora. O CMN também dispensou os produtores do cumprimento do limite de 8% para renegociação das operações com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento.
Algumas ações para minimizar a crise
Prazo reaberto até 5 de novembro para agricultores familiares aderirem à composição de dívidas instituída pela Resolução 4.028/2011;
Definição do preço mínimo para o suíno vivo em R$ 2,30 por kg/vv, nas regiões Sul e Sudeste;
Em caso de comprovação de incapacidade de pagamento por dificuldades na venda, arrozeiros podem renegociar investimento;
Liberação de R$ 200 milhões para aquisição de leitões a R$ 3,60/kg.

Fonte : Correio do Povo

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