Safrinha recorde de milho no país compensa perdas da soja, diz levantamento da Conab

Em relação à safra de grãos 2011/2012, o órgão aponta que deve ser obtido recorde, com 165,9 milhões de toneladas

Adriana Franciosi

Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

Milho garante recorde na segunda safra, de acordo com a Conab

O aumento expressivo na produção de milho de segunda safra (de inverno), que atingiu 38,557 milhões de toneladas, superando pela primeira vez na história o volume produzido do cereal de verão, compensou as fortes perdas provocadas pela estiagem que castigou as lavouras na região Sul no início deste ano. Os números do 11º levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta, dia 9, mostram que a produção de milho safrinha é 71,7% superior à produção colhida na safra passada (16,097 milhões de toneladas).

A produção total de milho, somando as duas temporadas, foi estimada pela Conab em 72,78 milhões de toneladas. A safra de verão foi de 34,218 milhões de toneladas e recuou 2,1% (727,7 mil toneladas) em relação à safra anterior, por causa das quebras registradas principalmente no Rio Grande do Sul. Segundo a Conab, o volume total de 72,78 milhões de toneladas de superou a soja, cuja produção foi estimada em 66,37 milhões de toneladas. Pelos cálculos da Conab a quebra da safra de soja foi de 11,8% (8,925 milhões de toneladas).

Segundo o levantamento, por causa da estiagem, a produção de grãos na região Sul ficou em 52,28 milhões de toneladas, volume 14% (9,46 milhões de toneladas) abaixo do colhido na safra passada. A seca também provocou perdas expressivas na pecuária e na agricultura do semiárido nordestino. A Conab relata que as culturas de feijão e de milho apresentaram perdas superiores a 80%. No Rio Grande do Norte as perdas atingiram 89,6% na produção de feijão e 91,9% no milho. No Ceará a quebra de safra foi de 87,3% no feijão e 92,2% no milho.
Produção recorde

A produção de grãos da safra 2011/2012, de acordo com a Conab, deve bater recorde e chegar a 165,9 milhões de toneladas ou o equivalente a 1,9% a mais que a obtida no período 2010/2011, quando atingiu 162,8 milhões de toneladas. O resultado representa um crescimento de 3,1 milhões de toneladas.

Além da soja, houve quebra também do arroz (- 2,01 milhões de toneladas). A redução se deve mais às condições climáticas não favoráveis, principalmente nas fases de desenvolvimento das culturas nos Estados da região Sul, parte do Sudeste e no sudoeste de Mato Grosso do Sul. A produção da safra nordestina caiu 22 % em relação à safra passada, ou seja, 3,53 milhões de toneladas de produtos.

Área

A estimativa total de área plantada é de 50,81 milhões de hectares, com um crescimento de 1,9% ou 935,8 mil hectares a mais que a da safra 2010/2011, quando atingiu de 49,87 milhões de hectares. O milho segunda safra teve um crescimento da área cultivada de 22,9% ou de 1,41 milhão de hectares. Em seguida vem a soja, com aumento de 3,4% ou 822,1 mil hectares a mais. Já as culturas de arroz e feijão apresentaram redução na área devido a problemas na comercialização, dificuldades climáticas na região Nordeste, falta de água nos reservatórios e aumento no custo de produção.

Perspectivas para a cana-de-açúcar

Para a produção de cana-de-açúcar em 2012/2013, a estimativa da Conab é de aumento próximo de 8,41%, passando de 35,97 milhões de toneladas para 38,99 milhões. O 2º Levantamento da Safra de Cana-de-açúcar para a temporada aponta alta na produção de 6,5%, com uma recuperação da produtividade média das lavouras de 4,3%, que passará de 560,36 milhões de toneladas na safra passada para 596,63 milhões de toneladas na nova safra. A área de corte também apresenta elevação, passando de 8.356,1 mil hectares para 8.527,8 mil.

A produção total de etanol deve crescer 22,76 bilhões de litros para 23,49 bilhões, representando um crescimento de 3,21%. A ênfase maior deve ficar com o produto anidro, que se destina à mistura com a gasolina, com um aumento de 6,85%. Para o etanol hidratado, utilizado nos veículos “flex-fuel”, o aumento esperado é de 0,98%.

CONAB E AGÊNCIA ESTADO

Fonte: Ruralbr

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