Safrinha de soja e semente ilegal

Foto: Diogo Zanatta/Especial

Sem orientação técnica sobre as variedades adequadas ao plantio da safrinha de soja, que começa a germinar no Estado em cima de áreas colhidas com milho, produtores gaúchos fazem seus próprios testes nas lavouras. Na região de Horizontina, agricultores relatam que uma variedade de origem argentina, a monasca, teria se adaptado bem ao cultivo fora de época. Contrabandeada em anos anteriores, a semente salva em forma de grão, e multiplicada, é usada de forma ilegal.

– Só é permitido produzir sementes de cultivares registradas pelo Ministério da Agricultura – destaca Alexandre Levien, coordenador da unidade de certificação da Fundação Pró-sementes.

Na atual safra de soja, segundo a entidade, o uso de sementes certificadas não deverá passar de 40% – um dos menores percentuais entre todos os Estados brasileiros.

– E isso está diretamente ligado à produtividade das lavouras. Os Estados que usam mais sementes certificadas têm rendimentos maiores de produção – afirma Levien, alertando que, ao comprar uma semente não-certificada, o produtor não tem garantia de boa germinação e origem do produto.

Diferentemente da pirataria, cultivar semente salva é permitido, desde que devidamente comunicado ao Ministério da Agricultura.

– O produtor tem direito de salvar sua própria semente para reduzir os custos da lavoura – afirma Décio Teixeira, presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja-RS).

Postado por Joana Colussi, às 9:44

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Fonte: Zero Hora

26 de janeiro de 20150

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