Safra nova deve ser recorde em MT, mesmo com problemas de infraestrutura

Plantio da soja do ciclo 2013/2014 começa oficialmente hoje, mas logística segue preocupando

por Vinicius G. Arruda, de Sinop (MT)*

Editora Globo

A expectativa de uma safra recorde de soja não esconde a preocupação com as dificuldades de armazenagem e escoamento da produção (Foto: Editora Globo)

Os agricultores de Mato Grosso, maior Estado produtor de soja do Brasil, vão marcar nesta quinta-feira (26/9) o início do plantio daquela que tem tudo para ser a maior safra já colhida no Estado.
A solenidade, na sede da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT), contará com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann e do secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller.
De acordo com a Aprosoja, os produtores beneficiados pelas chuvas da semana passada no médio-norte mato-grossense, região de Sinop, já começaram a semear a nova safra.
Em todo o Estado, a área plantada deve chegar a 8,28 milhões de hectares, um aumento de 4,9% em relação A safra passada, quando foram plantados 7,89 milhões de hectares.
Apesar da expectativa de um novo recorde, com a previsão de colheita de 25,28 milhões de toneladas, a supersafra 2013/2014 em Mato Grosso deve ser marcada ainda outra vez por velhos problemas como a logística deficitária e a escassez de armazenagem.
O diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabricio Rosa, disse que geralmente o produtor quer colher e entregar a safra logo, mas ressaltou que também há interesse na contratação de crédito para a construção de armazéns. Um dos problemas, segundo ele, é a inoperância na liberação da verba por parte dos bancos.

“No momento em que os bancos têm uma linha com juros básicos e pagamento a longo prazo, não há interesse”. Apesar disso, ele lembrou que o momento é favorável para o produtor investir em armazenagem. Antes, o presidente da Aprosoja MT, Carlos Favaro, tinha dito que o produtor precisa mudar o seu perfil.
Foi o que fez o vice-presidente do Sindicato Rural de Sinop, Antônio Galvan, que há cinco anos investiu na construção de armazéns dentro da fazenda. “A grande vantagem é que podemos transferir o custo do frete para a propriedade. A questão é se determinar a fazer”, disse o produtor, lembrando que neste ano houve dois dias de filas de caminhões nas plantações da região para a retirada dos grãos. “O caos logístico começa na colheita”, disse Galvan.
* Vinicius G. Arruda viajou a convite da Aprosoja Brasil.

Fonte: Globo Rural

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