Safra de oliveiras deve crescer 70% neste ano

Para 2021 é esperada a produção de 90 mil litros de azeite

A colheita de azeitonas está em andamento e com grande expectativa no Rio Grande do Sul.

O Estado é o maior produtor de azeite de oliva do país, responsável por 90% da produção nacional, e concentra a maioria dos olivais na região da Campanha e na Serra do Sudeste. Em 2020 foram colhidas 525 toneladas de azeitonas no Estado, resultando em 48 mil litros de azeite. Para este ano é esperada uma safra de até 900 toneladas de azeitonas, (alta média de 70%) quantidade que pode resultar em cerca de 90 mil litros de azeite extravirgem.

Os números positivos são reflexo do clima favorável durante a maior parte do ano, mas também se devem aos novos pomares, que estão frutificando pela primeira vez, e ao aumento da área cultivada. De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Paulo Marchioretto, o Estado contava com 6 mil hectares de olivais nos anos de 2019 e 2020. Neste ano a área aumentou para cerca de 7 mil hectares.

No Rio Grande do Sul as variedades de oliveira mais cultivadas são Arbequina, Arbosana e Koroneiki. Há também o cultivo de Picual, Coratina, Frantoio, Grappolo e Manzanilla, mas em menor quantidade. Para as próximas décadas, a tendência é que o número de variedades cresça no Estado. Isso porque o Ibraoliva fechou um convênio junto ao Ministério da Agricultura e à Empresa Brasileira de Pes quisa Agropecuária (Embrapa) de Pelotas para importar da Itália e de Portugal variedades que se adaptem a climas parecidos com o do Rio Grande do Sul.

Marchioretto informa que a idade adulta da oliveira ocorre no oitavo ano, mas que já no quarto ano ela começa a produzir em quantidade. Com isso, ele estima que após cinco ou dez anos será possível descobrir se as oliveiras se adaptaram ao clima gaúcho.

"Temos que aumentar o plantel de variedades para que, se der problema em uma, a gente tenha outra para salvar", explica.

Com qualidade já reconhecida internacionalmente, o azeite brasileiro recebeu 118 premiações entre os anos de 2019 e 2020. Para este ano, o presidente do Ibraoliva já adianta que a qualidade continua a mesma e que o produto já recebeu elogios de quem experimentou, mostrando que a meta de não deixar a qualidade do azeite gaúcho cair vem sendo atendida.

E é justamente a qualidade que desperta o interesse dos compradores. Marchioretto, que também é produtor de oliveiras, informa que há um alto número de clientes de todo o país que já manifestaram interesse na compra do produto, mostrando a grande demanda pelo azeite produzido no Rio Grande do Sul.

Com isso, a expectativa é que a área plantada cresça mais nos próximos anos e, para o ano que vem, a projeção é passar dos 8 mil hectares.

Para este ano, a tendência é que o preço do azeite tenha um aumento entre 15% e 20% quando comparado ao ano passado.

Isso porque muitos insumos, como o adubo, subiram de preço e outros estão em falta. É o caso das embalagens, como garrafas, tampas e caixas de papelão, que não estão sendo encontradas com facilidade junto aos fornecedores. Marchioretto explica que estes fatores impactam na margem de lucro do produtor.

Fonte:Jornal do Comércio

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