Só o Banco Rural?

O Banco Rural, ao ter sua liquidação decretada pelo Banco Central, por uma série de graves violações às normas legais, de estatutos do setor financeiro e de sucessivos prejuízos, na verdade se tornou vítima da parcial Justiça brasileira. A instituição emprestava recursos para financiar campanhas do Partido dos Trabalhadores, com a participação da agência de propaganda de Marcos Valério, como ficou comprovado na Ação Penal 470 sobre o mensalão. Com a liquidação do banco, os bens dos controladores e dos ex-administradores envolvidos na fraude ficaram indisponíveis. O ex-presidente Lula e seus colaboradores agiram como protagonista das aventuras de “Ali Babá e os Quarenta Ladrões”, isto é, o PT jura que Lula nada sabia e que o mensalão é invencionice, uma fantasia do livro “Mil e uma Noites”, romance da Arábia pré-islâmica. A sorte deles é que essa aventura não ocorreu em livro da Arábia pós-islâmica, pois o livro teria contado que eles teriam, no mínimo, suas mãos cortadas e seriam hoje todos manetas.
Nada aconteceu ao PT, que se beneficiou com a prática das fraudes e elegeu seu chefe presidente da República. O mesmo não aconteceu com o Collor, que se valeu do mesmo esquema. Quando descoberto, sofreu impeachment em 1992. Que Justiça é esta, que identifica os corruptos e corruptores e só condena aqueles envolvidos que são descartáveis, como bagaço da laranja chupada.
Um cidadão indignado

Fonte: Jornal do Comércio Mauri Adriano Panitz

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