Ruralistas temem que os R$ 5 bi tenham chegado tarde demais

A decisão do governo de antecipar a liberação de R$ 5 bilhões em linhas de crédito para os produtores rurais, anunciada na quarta-feira, foi bem recebida por dirigentes do setor. No entanto, mesmo com a leitura otimista da decisão, houve ressalvas.

Uma das mais recorrentes tem sido o temor de que a antecipação tenha ocorrido tardiamente para alguns produtores. O aperto na oferta de crédito para o financiamento da safra 2008/09 tem sido a tônica deste ciclo, especialmente em virtude da retração da oferta de dinheiro pelas tradings, cuja importância é particularmente mais forte no Centro-Oeste.

“A antecipação dá um fôlego extra ao produtor e mostra que o governo está preocupado com o problema, mas o receio com a falta de dinheiro continua. É preciso repor a lacuna que era ocupada pelas tradings”, afirma Luciano Gonçalves, consultor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).

Segundo estimativa da entidade, seriam necessários “mais R$ 2 bilhões” para aliviar a oferta mais restrita de recursos. Em Mato Grosso, foram prejudicados particularmente os produtores que, na cialis pills for sale segunda metade de setembro, plantam as variedades mais precoces de soja. “Isso vai exigir uma reprogramação completa da safra”, afirma Gonçalves.

“A cheap prescription drugs without prescription decisão do governo dá um bom alívio, mas esses recursos não são novos. A oferta de dinheiro, quando ocorrer, será muito seletiva”, diz Cesário Ramalho da Silva, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), disse nesta quinta-feira, após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a liberação antecipada “cria tranqüilidade e segurança no mercado”. O representante das cooperativas disse ter reclamado ao presidente das taxas cobradas pelo Banco do Brasil, mas Lula teria evitado tratar do assunto. O presidente teria destacado, segundo Freitas, que esse assunto é uma “relação de negócios”, mas que apoiaria uma negociação.

Fonte: Valor Econômico

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