RURAL – UFSM lidera projeto que busca desenvolver a produção de ovos coloniais na Região Central do RS

Iniciativa visa oferecer gratuitamente assessoria técnica, rotulagem, inspeção sanitária e acesso a mercados

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    O projeto de extensão “Ovos Coloniais da Região Central – Galinhas Livres de Gaiolas”, criado a partir de uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Cooperativa de Produção e Desenvolvimento Rural dos Agricultores Familiares de Santa Maria (Coopercedro), foi lançado oficialmente nesta quarta-feira, de forma on-line. O objetivo da iniciativa é auxiliar, por meio de uma assessoria técnica gratuita, pequenos produtores da Região Central do Estado a desenvolver sistemas de produção e a comercialização de ovos coloniais de galinhas livres de gaiola e com acesso a piquetes. As instituições então facilitam o acesso dos produtores ao mercado e oferecem rotulagem, inspeção sanitária e um e-book com orientações para aqueles que querem iniciar o negócio, que estará disponível no final de fevereiro no site da UFSM. Interessados devem encaminhar e-mail à polifeiradaufsm@politecnico.ufsm.br solicitando informações.

    A ideia do projeto surgiu após a Polifeira do Agricultor da UFSM constatar que muitos produtores de ovos coloniais não conseguiam realizar a devida inspeção em sua produção por causa do alto custo, o que impossibilitava a venda do produto. “Acabamos descobrindo que a Coopercedro já fazia um trabalho similar com seus cooperativados e resolvemos unir esforços para nos qualificarmos”, explica um dos coordenadores do projeto Gustavo Pinto da Silva. “Sem contar que havia uma crescente demanda do produto, que é gerado por animais que não tiveram estresse, ainda que o mercado seja incipiente.” O município de Santa Maria consome em média 10.036 toneladas de ovos por ano; destes, 8.991 não são produzidos na região, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Rural Municipal.

    Foto: Projeto Ovos Coloniais da Região Central/Divulgação

    O projeto já envolve 12 produtores de oito municípios, 9.300 aves e três unidades de inspeção de ovos coloniais. Atualmente, além de pontos de venda espalhados na região, os ovos são vendidos pela Coopercedro e na Polifeira.

    *Sob supervisão de Elder Ogliari

    Carolina Pastl*

    Fonte : Correio do Povo

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