RURAL – Setor florestal abre 2021 com boas perspectivas

Cadeia produtiva percebeu boas sinalizações do mercado durante o segundo semestre do ano passado e aposta no crescimento da atividade

  • Cultivo gera toras, tanino e cavacos, entre outros produtos

    Cultivo gera toras, tanino e cavacos, entre outros produtos | Foto: Carolina Jardine / Especial / CP Memória

    Após um ano de dificuldades em função da pandemia da Covid-19, o setor de florestas plantadas aposta no crescimento da atividade em 2021. Entidades ligadas ao cultivo e industrialização acreditam que este ano será marcado por um impulso nas exportações e que o Brasil tem um papel importante a cumprir no fornecimento dos principais produtos florestais ao mercado internacional. Essas perspectivas otimistas começaram a ser visualizadas já no segundo semestre de 2020, que teve um desempenho mais positivo em relação aos seis primeiros meses do ano anterior.

    “A expectativa é boa porque há uma tendência de que os mercados voltem à normalidade. Essa evolução no segundo semestre (do ano passado) potencializa bastante, 2021 vai ser um ano melhor que 2020”, prevê o presidente da Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), Paulo César Nunes Azevedo, que aposta no crescimento do setor neste ano. Em 2020, de acordo com ele, a área voltada à exportação teve um desempenho melhor do que a voltada ao mercado interno. “Viemos com algumas dificuldades de perda de poder aquisitivo (no mercado interno) e o mercado da exportação foi o que andou melhor, provavelmente vai iniciar 2021 com um desempenho bom”, avalia.
    As principais espécies cultivadas no Rio Grande do Sul continuam sendo o eucalipto (responsável por cerca de 50% da área plantada no Estado), pinus e acácia negra. O temor de que venha a faltar matéria-prima no futuro continua existindo. Conforme Azevedo, a escassez pode ocorrer se a implantação de novas florestas não acompanhar o crescimento do mercado. “Se não retomarmos os patamares de plantio do passado, muito provavelmente vamos ter carência de produto”, adverte.
    O dirigente afirma que o país possui água, solo e áreas com condições de serem utilizadas para ampliar a produção. “Então sem dúvida nenhuma o Brasil vai cumprir um papel importante, a partir do momento em que esse produto venha a ter mais espaço nos mercados”, avalia Azevedo.
    Para o presidente da Associação Gaúcha de Produtores de Florestas Plantadas (Agaflor), Paulo Benemann, o ano de 2020 foi positivo para o segmento, que recebeu sinais animadores do mercado, apesar da pandemia. “As exportações de toras e de madeira em geral tiveram crescimento e têm muito boas perspectivas para 2021”, analisa.
    Entre os fatores que sustentam o otimismo para este ano está o crescimento das exportações para os mercados europeu e asiático, em especial de cavacos, taninos e toras de pinus e eucalipto. Segundo Benemann, a Metade Sul do Rio Grande do Sul reúne as melhores condições do planeta para o cultivo de florestas plantadas, junto com o Norte da Argentina e o Uruguai. 

    Danton Júnior

    Fonte : Correio do Povo

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