RURAL – Área do arroz fica abaixo da projeção para a cultura

Plantio de 944,8 mil hectares não alcança expectativa, que era de 969,1 mil hectares, mas é superior ao de 933,1 mil hectares do ciclo anterior

Gomes (à esquerda), Bonetti (centro) e Kroeff durante apresentação dos dadosAS

Gomes (à esquerda), Bonetti (centro) e Kroeff durante apresentação dos dadosAS | Foto: Luciano Medeiro/Irga/Divulgação

A área cultivada com arroz no Rio Grande do Sul alcançou 944,8 mil hectares na safra atual, segundo levantamento divulgado hoje pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) durante a programação da 31ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão. A extensão ficou abaixo da intenção calculada pelo órgão no início do plantio, em setembro passado, que era de 969,1 mil hectares. A produtividade projetada fica entre 7,9 mil e 8 mil kg por hectare, volume semelhante à média dos últimos três anos, mas os técnicos admitem que ainda podem ocorrer alterações.

“A redução da expectativa inicial tem relação com a estiagem antecipada, principalmente na Campanha, em áreas pontuais da Fronteira-Oeste e na região Central”, disse o presidente do Irga, Ivan Bonetti. De acordo com ele, a falta de chuvas, que normalmente é registrada nos meses de janeiro e fevereiro, fugiu à normalidade nesta safra, o que impactou nos trabalhos de semeadura das lavouras. Apesar da queda em relação à estimativa inicial, houve um avanço de 1,2% na comparação com a área colhida na safra passada, que ficou em 933,1 mil hectares.

Principal commodity do setor agrícola, a soja avançou em áreas de rotação com o arroz, com crescimento de 7,4%, chegando a 366,4 mil hectares. De acordo com o diretor técnico do Irga, Ricardo Kroeff, o acréscimo se deve ao fato de o produtor estar cada vez mais dominando as técnicas de plantio.

O diretor comercial do instituto, João Batista Gomes, ponderou que, apesar de a área ser maior em relação à safra passada, não haverá supersafra. Por outro lado, descartou a possibilidade de desabastecimento. Com relação aos preços para o produtor, que nos últimos meses alcançaram patamares recordes, Gomes considerou que é difícil fazer projeções, mas afirmou que o mercado deve permanecer “sustentado”. Entre os fatores que podem influenciar as cotações estão o comportamento dos consumidores em meio à pandemia e a possibilidade de retorno do auxílio emergencial.

A cerimônia de abertura oficial da colheita ocorre às 14h de hoje, último dia da programação, com a presença do vice-presidente da República, Hamilton Mourão. As atividades podem ser acompanhadas no site federarroz.encontrodigital.com.br em tempo real.

Danton Júnior

Fonte : Correio do Povo

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