RURAL NOTÍCIASNOTÍCIAS – FECHAMENTO DO MERCADO – Dólar tem maior queda em oito meses em dia de julgamento do ex-presidente Lula

Fonte:Bruno Domingos/Reuters

A queda da moeda norte-americana afastou os negociadores de soja, apesar dos ganhos registrados em Chicago

 

No dia do julgamento do recurso ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação no caso do triplex do Guarujá, a moeda norte-americana teve a maior queda em oito meses.
O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (24) vendido a R$ 3,159, com recuo de R$ 0,079 (-2,44%), a maior queda para um único dia desde 19 de maio do ano passado (-3,89%). A cotação fechou no menor valor desde 13 de outubro (R$ 3,149).
O dólar operou em baixa durante todo o dia, mas ampliou o ritmo de queda nos minutos finais da sessão, quando foi confirmada a maioria dos votos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região pela manutenção da condenação de Lula por lavagem de dinheiro e corrupção. A segunda instância também aumentou a pena do ex-presidente para 12 anos e um mês de prisão.
Após a sessão de hoje, a moeda norte-americana acumula recuo de 4,69% no ano. Ontem, dia 23, a moeda tinha subido 0,9%.
O Ibovespa encerrou em alta de 3,72%, aos 83680,00  pontos. O volume negociado foi de R$ 15,695 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

Soja

O mercado brasileiro de soja travou nesta quarta-feira. A queda de mais de 2% do dólar afastou os negociadores, pesou sobre as cotações e paralisou a comercialização, apesar dos ganhos de Chicago.

Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais altos. O mercado enfileirou a oitava sessão consecutiva de ganhos, em meio a um cenário favorável à demanda por produto americano e à preocupação com o clima seco na Argentina.
O dólar voltou a cair frente a outras moedas, dando competitividade aos produtos de exportação dos Estados Unidos. Para completar o cenário positivo, o petróleo sobe mais de 1%. A expectativa agora se volta ao relatório de exportações semanais, que será divulgado amanhã pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O persistente clima seco na Argentina também ajudou a sustentar o mercado e colocar a posição maio acima da casa de US$ 10,00 por bushel. A previsão é de mais 15 dias de poucas chuvas, que poderiam prejudicar o potencial produtivo das lavouras daquele país.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 9,92(+6,00 cents)

  • Maio/2018: 10,03 (+6,00 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 68,00

  • Cascavel (PR): 66,00

  • Rondonópolis (MT): 62,50

  • Dourados (MS): 64,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 71,50

  • Porto de Rio Grande (RS): 72,50

  • Santos (SP): 71,00

  • São Francisco do Sul (SC): 71,50

Fonte: Safras & Mercado

Milho

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. O mercado repercutiu a fraqueza do dólar frente a outras moedas correntes e os sinais de melhora na demanda para o cereal norte-americano. Além disso, a boa alta dos preços do petróleo também concedeu suporte às cotações na CBOT.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 125.000 toneladas de milho para destinos não revelados, para entrega na temporada 2017/18.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 3,56 (+5,25 cent)

  • Maio/2018: 3,64 (+5,00 cent)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 31,00

  • Paraná: 28,00

  • Campinas (SP): 34,00

  • Mato Grosso: 18,00

  • Porto de Santos (SP): 31,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 30,00

  • São Francisco do Sul (SC): 30,00

Fonte: Safras & Mercado

 

Café

O mercado brasileiro de café teve um dia com volume de negócios bastante limitado. Se por um lado os referenciais internacionais subiram, o dólar caiu com força e afugentou os vendedores.
O julgamento do recurso do ex-presidente Lula foi acompanhado de perto devido as suas implicações sobre o câmbio.
Para amanhã, a expectativa é de preços melhores, principalmente para os tipos mais finos de café, dependendo do comportamento da Bolsa de Nova York, uma vez que essas categorias perderam muito valor nas últimas semanas.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quarta-feira com cotações mais altas.
Forte valorização do real frente ao dólar deu sustentação ao mercado, pois as exportações do Brasil, maior produtor mundial, são desestimuladas com a moeda local mais forte.
Completaram o tom positivo de hoje para os futuros do café relatos de chuvas fortes na Colômbia e de fortalecimento do peso, fatores que devem complicar a colheita e a comercialização de outro grande player mundial do mercado de café arábica.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da quarta-feira com preços mais altos.
O mercado acompanhou os ganhos do café arábica negociado em Nova York em dia de forte alta do real frente ao dólar. Com isso, a expectativa é de que as exportações do Brasil sejam desestimuladas.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Março/2018: 122,50 (+1,55 pontos)

  • Maio/2018: 123,25 (-1,45 pontos)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Março/2018: 1.775 (+US$ 26)

  • Maio/2018: 1.755 (+US$ 21)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 440-445

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 445-450

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 400-405

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 310-315

Fonte: Safras & Mercado

Fonte : Canal Rural

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