RURAL NOTÍCIASLEITEMILHO – NUTRIÇÃO – Pecuaristas do RS buscam alternativas para diminuir custo do milho

Preço do grão subiu mais de 50% em menos de seis meses, obrigando os produtores a encontrar soluções para diminuir os gastos

NOTÍCIAS RELACIONADAS
Preço do leite pago ao produtor sobe 4,7% em março
Pecuarista vs. frigorífico: como transformar o embate em bons negócios
Preço do milho sobe 80% em um ano em Mato Grosso do Sul
Oeste catarinense investe R$ 4,5 milhões para melhorar qualidade do leite
O segredo para ter mais rentabilidade na pecuária: investir na pastagem
Os produtores de carnes do Rio Grande do Sul estão atrás de alternativas para baixar os custos com o milho para a alimentação do rebanho. O motivo é que o grão registra alta de mais de 50% em seis meses, ao custo médio de R$ 47,00 a saca no estado. Enquanto a segunda safra de milho não chega ao mercado para aliviar a escassez do produto, os pecuaristas já pensam em importar o cereal da Argentina e do Paraguai.

Em setembro de 2015, quando o preço do milho começou a aumentar, o custo de alimentação do rebanho acompanhou esta alta. Diante deste cenário, os produtores de leite precisaram baixar os gastos. O produtor Paulo Sulzbach é um exemplo, o que ele pagava pelo quilo da ração era praticamente o mesmo que ele recebia pelo litro do leite: em torno de R$ 1,10. O jeito foi comprar um silo para armazenar o farelo de milho. A economia chega a R$ 3.000 por mês.

O suinocultor que não integrado à indústria também sentiu a alta. O presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS) diz que o problema está na escassez de milho no mercado interno. Além disso, as exportações do grão nos três primeiros meses de 2016 alcançaram mais de 12 milhões de toneladas, o que contribuiu para a baixa oferta do produto para o pecuarista brasileiro.

RS: preço do milho faz produtor buscar alternativa
“A disponibilidade de milho na mão dos agricultores é muito baixa. O milho hoje ou está depositado na cooperativa ou foi comprado pelos consumidores, como integradora de aves e suínos. O grande volume de exportação acabou levando embora grande parte desse milho que foi colhido no Rio Grande do Sul”, explica o presidente da associação, Valdecir Folador.

Sem uma perspectiva de que o preço do grão vai baixar no curto prazo, a esperança dos pecuaristas é aguardar a segunda safra do milho no Centro-Oeste e nos estados vizinhos. “É acompanhar o mercado, ver as possibilidades de fazer contratos futuros para trazer o milho do Mato Grosso e do Paraná. Outra possibilidade é importar o milho da Argentina e do Paraguai”, avalia Folador.

Julia Silva/Canal Rural

Bruna Essig, de Porto Alegre (RS)

Fonte: Canal Rural

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *