RURAL NOTÍCIASFEIJÃO – EXTREMOS – Seca e chuva provocam perda de 50% do feijão no DF

Excesso de umidade faz o grão brotar dentro da vagem, diminui a qualidade e derruba o preço do produto

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Metade das lavouras de feijão do Distrito Federal foram perdidas. Depois da seca no florescimento do grão, agora é a chuva que está atrasando a colheita. Os produtores da região já estimam que o preço pago pelo grão vai cair pela metade.

É o caso de Alan Cenci. O primeiro desafio enfrentado pelo produtor foi a seca. Em dezembro, foram 30 dias sem chuva. O potencial da lavoura de 50 sacas por hectare caiu pela metade. Passada a seca, agora o desejo é uma trégua da chuva.

“Infelizmente, por mais que você tenha estrutura de máquinas modernas, se o clima não ajudar, você não consegue entrar na lavoura. Hoje o Sol apareceu. Vamos esperar aquecer mais a palhada. Quando tiver condição, a gente vai entrar, correr atrás do prejuízo”, diz Cenci.

Chuva e seca destroem metade do feijão no DF

Em sua propriedade de 300 hectares, o feijão está pronto pra ser colhido há uma semana, mas a chuva não parou. O resultado é que ele está brotando dentro da vagem. A estimativa é que 30% da área esteja comprometida. E essa perda de qualidade vai reduzir pela metade o preço pago ao produtor.

“Pelo clima ter prejudicado as lavouras no país todo, o feijão ficou valorizado pela falta de oferta. Hoje, o produto de qualidade está valendo 250 reais a saca. Porém a gente não tá conseguindo essa qualidade na nossa região pelo excesso de chuvas”, afirma Cenci.

A situação dele se repete em praticamente todas as lavouras da região. Ali, o feijão primeira safra ocupa 8.000 hectares. O grão que não brotou dentro da vagem teve problema de coloração. Por isso, a Cooperativa Agropecuária do Distrito Federal (Coopa-DF) já calcula uma perda expressiva.

“Se a chuva continuar assim, poderá provocar uma perda maior, de até 100% em algumas regiões. No momento, não dá pra avaliar em quanto foi a perda total, mas seguramente chegou a 50%”, diz Cláudio Malinski, engenheiro agrônomo da Coopa-DF.

Fonte : Canal Rural

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