RURAL NOTÍCIAS – ESTOQUE – Por mais espaço no armazém, produtor vende o milho

Fonte:Divulgação/Pixabay

 

Objetivo é ter onde estocar a safra nova, e a expectativa é que a produção de grãos deve ser maior do que a prevista

 

Na segunda metade de janeiro, a expectativa é de mais movimentação no mercado de grãos. O fluxo de negociação deve ser maior para o milho, porque o estoque de passagem é superior ao registrado em 2017. São pouco mais de 19 milhões de toneladas do cereal que estão estocadas, mas que podem ser comercializadas para dar lugar à safra que já está sendo colhida.

“É natural que a gente veja, com o aumento da colheita do milho e da soja, esses produtores esvaziando um pouquinho os estoques e dando preferência para gerar um fluxo de caixa vendendo este milho. A gente acredita que a pressão de colheita seja maior no começo de fevereiro, mas é possível já ver um movimento em meados e final de janeiro sim", diz o consultor Douglas Coelho.

Havia a expectativa de que o fenômeno climático La Niña reduzisse a produtividade das lavouras de grãos de algumas regiões do país. Mas o bom desenvolvimento das plantações pode fazer com que o mercado revise os números desta safra para cima.

“A gente vê, principalmente no Paraná, com os dados do Deral, a lavoura da soja considerada em 88% em condições boas. Para o milho, são 86%. É possível que, na medida em que a colheita ganhar corpo, quem estimava uma produção mais baixa em função desses efeitos climáticos deve começar a ficar um pouco mais otimista”, afirma Coelho.

O que pode também estimular a venda dos grãos é um dólar mais alto. De acordo com o economista Roberto Troster, o mercado está de olho no julgamento do ex-presidente Lula, previsto para 24 de janeiro. O resultado no tribunal pode ditar o rumo da disputa eleitoral deste ano.

“Com superávit comercial grande, o fluxo grande de recursos, a tendência é de que o dólar caia. Todavia, por conta das incertezas do mercado, é razoável prever uma volatilidade maior do dólar. Ninguém sabe o que vai acontecer no dia 24 de janeiro. Por um lado tem gente fazendo alarme, que vai ser o princípio do apocalipse, exército, etc. Por outro, tem alguns que minimizam. Por enquanto, é uma grande interrogação”, diz Troster.

  • Roberta Silveira
  • Fonte :Canal Rural

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