RURAL – Número de ocorrências de abigeato cai 55% no Rio Grande do Sul

Em 2016, ano do início da força-tarefa de combate aos crimes rurais, Polícia Civil contabilizou 10,4 mil registros. Em 2020, até 7 de dezembro, foram 4,6 mil

  • Enfrentamento aos crimes rurais passou a ser feito no Estado por delegacias especializadas, criadas em 2017

    Enfrentamento aos crimes rurais passou a ser feito no Estado por delegacias especializadas, criadas em 2017 | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

    Os produtores rurais registraram neste ano 4.659 ocorrências de abigeato no Rio Grande do Sul. Segundo indicadores da Secretaria da Segurança Pública, o número, atualizado até 7 de dezembro, representa uma queda de 55,5% na comparação com os 10.478 registros feitos em 2016, ano em que o Estado criou a força-tarefa para combater este e outros crimes rurais.

    De acordo com o titular da Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (Decrab), de Bagé, delegado André Mendes, o número de animais furtados também vem caindo, dados que serão divulgados no fechamento de 2020. Mendes atribuiu estes resultados a três fatores: a desarticulação de quadrilhas nos últimos anos, a mudança na legislação que tornou mais rigorosa as penas para quem pratica abigeato e ao surgimento da força-tarefa e das delegacias especializadas. Além de Bagé, há Decrabs instaladas em Santigo, Cruz Alta e Camaquã. “Estes fatores, somado ao acúmulo de conhecimento que passamos a ter nesta área, contribuiu para esta queda nos números”, aponta Mendes. Ele acredita que, daqui para frente, será possível uma redução ainda maior no abigeato, ao citar que investimentos em tecnologias e a recente adesão ao uso de drone nas operações proporcionará ainda mais êxito no combate a este crime.

    Desde novembro, a Decrab de Bagé recebeu um drone doado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Já em uso, o equipamento ajudou, no início deste mês, a localizar bovinos furtados em uma propriedade em Dom Pedrito, em pontos de difícil acesso. Mendes explica que o drone deu à equipe agilidade na busca dos animais, mesmo em grandes áreas. “Já chegamos a cumprir buscas em uma propriedade e demorar três dias para localizar todos os animais alvos de abigeato”, conta. Para fazer o sobrevoo com o equipamento com a máxima eficiência, os policiais fizeram uma capacitação por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

    O diretor da Farsul, Fábio Avancini Rodrigues, explica que a doação do drone aconteceu no sentido de fortalecer a parceria que existe entre a federação, Polícia Civil e Brigada Militar. “O produtor tem que prevenir os crimes, dentro das suas possibilidades, e o Estado precisa ter recursos para fazer este combate”, comenta o dirigente, ao acrescentar que as comunidades rurais vêm notando a diminuição das ocorrências a partir da atuação das forças especializadas de segurança.

    Cíntia Marchi

    Fonte : Correio do Povo

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