RURAL – Ivan Bonetti assume presidência do Irga

Agrônomo era um nome apoiado pelo setor arrozeiro. Além dele, governador nomeou três diretores

  • Ivan Bonetti

    Ivan Bonetti | Foto: Mauro Schaefer / Divulgação CP

    O agrônomo Ivan Bonetti foi nomeado novo presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) pelo governador Eduardo Leite. A informação foi publicada hoje no Diário Oficial do Estado. Bonetti, até então, ocupava o cargo de diretor do Departamento de Política Agrícola e Desenvolvimento Rural da Secretaria da Agricultura e era um nome apoiado pela cadeia orizícola. A entidade pública estava sem presidente desde o início de outubro, quando Guinter Frantz deixou o cargo depois de cinco anos e nove meses.

    Além de Bonetti, foram nomeados três diretores. A diretoria técnica terá como titular o agrônomo e servidor de carreira do Irga, Ricardo Machado Kroeff, que assume no lugar de Ivo Mello. O cargo de diretor comercial, vago há dois anos, será ocupado pelo veterinário, advogado e produtor rural João Batista Camargo Gomes. A diretoria administrativa será coordenada pelo advogado Eduardo Milani, que substitui João Alberto Antônio.

    Filho de produtor de arroz de São Borja, Bonetti conta que seu pai foi um dos casos de arrozeiros que “quebrou” na atividade. “Ao assumir o Irga, tenho ainda mais vontade de ajudar o setor a superar os desafios”, afirma. Salvo este ano em que os preços dos grãos dispararam, as últimas safras orizícolas foram sufocadas por altos custos de produção, superiores à rentabilidade.

    Segundo Bonetti, a grande missão será colocar o Irga à altura da importância que a cultura do arroz possui dentro do contexto do agronegócio gaúcho. Para isto, afirma que buscará pôr em prática propostas que fazem parte do relatório do grupo de trabalho, criado há um ano pela Secretaria da Agricultura, que foi coordenado por ele, para pensar na modernização da entidade pública.

    O ponto prioritário será a discussão o com Piratini do maior uso da taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO), paga pelos produtores. Atualmente, o valor arrecadado entra no caixa único do Estado e o setor reivindica que todo o recurso seja investido no Irga. Outras metas são a valorização salarial dos funcionários, com o objetivo de estancar a saída de profissionais para a iniciativa privada; o fortalecimento da pesquisa e assistência técnica ao produtor rural e a retomada do trabalho de monitoramento de dados sobre o mercado do arroz.

    Cíntia Marchi

    Fonte ; Correio do Povo

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