RURAL – Fetag leva ao governo federal pedidos da agricultura familiar para o Plano Safra

Entidade solicitou à ministra Tereza Cristina mais recursos e mesmos juros para o produtor

  • O presidente da Fetag/RS, Carlos Joel da Silva, reuniu-se  com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ontem, em Brasília, para apresentar as reivindicações da agricultura familiar gaúcha para o Plano Safra 2021/2022. Entre os principais pleitos  estão a manutenção das taxas de juros, aumento no volume de recursos para o segmento, elevação dos tetos do enquadramento do Pronaf e a implementação do crédito fundiário.
  • Após a reunião, Silva afirmou estar esperançoso de que o próximo Plano Safra seja melhor do que o atual, que vigora até o dia 30. A maior preocupação da entidade é com a escassez de recursos. Quanto aos juros, o pedido é de redução, mas Silva admite que a permanência das taxas atuais, que vão de 2,75% a 4% no Pronaf, já será um avanço. No entanto, quando o último Plano Safra foi lançado, a Selic estava em 2,25%. Hoje  é de 3,5%. 
    Durante sua passagem por Brasília, a direção da Fetag/RS reuniu-se também  com o Banco Central para discutir mudanças no Proagro e no Proagro Mais, principalmente relacionadas ao enquadramento da produção de frutas no programa. Um grupo de trabalho foi formado, com a participação do Banco Central, Fetag e ministérios da Agricultura e da Economia. A discussão sobre melhorias no programa deve se intensificar após o lançamento do Plano Safra.
    Segundo o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke, não há espaço para redução de juros frente ao aumento da taxa Selic. “Quando mais eu reduzo o juro, menos volume de recursos eu coloco na ponta”, explicou. Schwanke revelou que a intenção da ministra é lançar o Plano Safra 2021/2022 no dia 22 de junho. 

    Danton Júnior

    Fonte : Correio do Povo

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