RURAL – Entidades farão quatro pedidos à ministra da Agricultura nesta segunda-feira

Produtores pedem urgência no atendimento das pautas. Em 26 dias, 63 municípios gaúchos decretaram situação de emergência por conta da estiagem

Cíntia Marchi

Agricultura, Tereza Cristina, irá receber nesta segunda-feira, em reunião por videoconferência, pelo menos quatro reivindicações de amparo aos produtores afetados pela estiagem na safra 2020/2021, no Rio Grande do Sul. Todos os pleitos têm caráter de urgência. “A nossa pauta é altamente proativa e possível de ser atendida”, afirma o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro/RS), Paulo Pires. Além da Fecoagro, a Emater, Secretaria da Agricultura, Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), Federação da Agricultura (Farsul) e Federação das Associações de Municípios (Famurs) irão detalhar as propostas e atualizar a ministra sobre os estragos provocados nas lavouras pela falta de chuva. De 27 de outubro a 21 de novembro, 63 municípios gaúchos decretaram situação de emergência.

A primeira demanda é pela agilização dos trâmites de seguro rural, Proagro Mais e Proagro das lavouras de milho para que o produtor possa utilizar logo a massa verde que restou para alimentação dos animais e ainda aproveitar o período preferencial para implantar novamente milho ou soja nas áreas atingidas pela seca. O segundo pleito refere-se à criação de uma linha de crédito de custeio emergencial para apoiar o replantio de milho. A terceira reivindicação é de aumento dos estoques do cereal no Estado, por meio do envio de pelo menos 100 mil toneladas para ser comercializado via Programa de Vendas em Balcão (ProVB) da Conab. O quarto pedido, que também envolve o ProVB, é de ampliação do limite de consumo de 60 quilos para 120 quilos ao mês por bovino de leite para atender a uma nutrição adequada.

Para assessor da Presidência da Farsul, Luís Fernando Cavalheiro Pires, a pauta é exequível e deve ser levada em conta se o governo entender o drama que atravessa o Rio Grande do Sul. Mas lembra que o atendimento dos pleitos depende da vontade também dos bancos que operacionalizam as linhas de crédito e os seguros das lavouras.

O vice-presidente e diretor de Política Agrícola da Fetag, Eugênio Zanetti, informa que a entidade irá aproveitar o momento com a ministra para chamar atenção sobre a burocracia, principalmente no ProVB. Ele relata que, para receber o milho, as cooperativas e cerealistas têm enfrentando um processo moroso no credenciamento junto à Conab. “O produtor precisa acessar este milho o quanto antes, porque os animais não têm mais o que comer”, relata.

Pautas estaduais

Além das demandas em nível federal, duas pautas que cabem ao Estado já estão “bastante avançadas” para efetivação, segundo o secretário da Agricultura, Covatti Filho. Na última sexta-feira, ele debateu com o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, a antecipação do programa Forrageiras, para que os produtores consigam viabilizar logo novas pastagens para o gado leiteiro, e a reabertura do programa Troca-Troca de Sementes, que viabilizaria a safrinha de milho. De acordo com Covatti Filho, há recursos para ambos os programas, mas ainda são necessários remanejamentos orçamentários e a “organização de questões internas” para que os pedidos sejam atendidos. “Até esta terça-feira, devemos ter mais informações”, previu o secretário.

Fonte : Correio do Povo

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