RURAL – Depois do susto inicial, soja cresce vigorosa no Estado

Condições climáticas melhoraram no final de janeiro e facilitaram o desenvolvimento da lavoura, que também apresenta boa sanidade

  • Depois de passar por alguns atrasos no plantio, por causa da baixa umidade do solo, a cultura da soja vem se desenvolvendo bem, graças às chuvas do final de janeiro e início de fevereiro, segundo observação dos técnicos da Emater/RS-Ascar. Cerca de 30% das lavouras estão em estágio de desenvolvimento vegetativo, outros 44% em florescimento, 25% em enchimento de grãos e 1% em maturação.

    As condições fitossanitárias são consideradas boas e os relatos de ocorrência de tripes (insetos que sugam a seiva das folhas, com proliferação associada a situações de estiagem) caíram em função do aumento da umidade.

    Já a incidência de ferrugem asiática no Rio Grande do Sul neste mês de fevereiro é a menor das últimas três safras de soja. De acordo com as informações contabilizadas pelo Consórcio Antiferrugem, ferramenta da Embrapa que monitora a presença do fungo nas lavouras de todo o Brasil, o Estado registrou o aparecimento de 15 focos de esporos desde junho de 2020. Na safra 2019/2020, foram 22. Na de 2018/2019, o número chegou a 127. Neste ano, a maior incidência tem ocorrido no Paraná, com 63 casos, e no Mato Grosso do Sul, com 18. O Rio Grande do Sul está em terceiro.

    O levantamento do plantio da oleaginosa em solo gaúcho, divulgado na semana passada pela Emater, aponta apenas a região de Santa Rosa com ocorrência de esporos. O escritório regional da Emater em Santa Rosa informa que a incidência ainda não preocupa e que o sistema de monitoramento implantado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), com 24 coletores de esporos, ajuda o agricultor a tomar decisões e a fazer a aplicação de fungicidas na hora certa.

    Ijuí

    Um exemplo das boas condições observadas pelos técnicos é o da regional de Ijuí da Emater, onde a alta umidade no solo beneficiou o crescimento da soja na semana passada, com bom desenvolvimento do número de folhas e tamanho das plantas.

    Segundo o boletim Conjuntural, as lavouras em estádio de florescimento e granação apresentam bom número de flores e vagens concentradas no terço médio e superior da planta e baixo número de vagens no terço inferior. Além disso, a pressão de doenças é baixa, sendo observados pequenos sintomas em número reduzido de folhas.

    O preço médio da saca de 60 quilos da oleaginosa no Rio Grande do Sul fechou a semana passada em R$ 157,63.

    Da Redação

    Fonte : Correio do Povo

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