RURAL – Cotação da soja subiu 9,49% desde o início do mês

  • Poucos produtores dispõem de estoques do grão nesta entressafra / Foto: Vinícius Roratto/CP Memória
  • Poucos produtores dispõem de estoques do grão nesta entressafra / Foto: Vinícius Roratto/CP Memória | Foto: Vinícius Roratto / cp memória

    O preço da saca de soja subiu cerca de R$ 10,00 em diferentes regiões produtoras do país desde o início do mês e alcançou R$ 168,51 nesta segunda-feira (11), no Porto de Paranaguá (PR), onde a variação sobre o dia 5 de janeiro foi de 9,49%, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa. A mesma oscilação ocorreu no Rio Grande do Sul. Em Cruz Alta, a saca de soja disponível saltou de R$ 148,00 no dia 5 para R$ 158,00 nesta segunda-feira, de acordo com dados da Corretora GrãoFortte, de Ibirubá.
    O analista de mercado e corretor na área de commodities Farias Toigo atribuiu esta elevação à escassez de produto, à possibilidade de quebra de safra no Sul do Brasil e na Argentina por estiagem, ao fechamento das exportações do grão argentino e à nova desvalorização do real.
    Estes fatores, segundo Toigo, também se refletem no desempenho do bushel na Bolsa de Chicago, que vêm operando em alta. Há um mês, o bushel valia 11,60 dólares. Nesta segunda-feira, 11 de janeiro, chegou a 13,74 dólares. Para Toigo, não haverá surpresa se o bushel alcançar 17 dólares neste ano, principalmente se houver quebra da colheita no Brasil e na Argentina.
    O corretor da GrãoFortte, Valdir Marques, acrescenta que a disparada na cotação tem relação com a demanda das indústrias brasileiras que voltaram a pleno funcionamento depois de frear as atividades no final do ano. “Para cumprir seus compromissos e entregar farelo de soja, as empresas precisam do grão”, comenta. Com a carência de matéria-prima, Marques diz que, na região em que atua, os produtores têm vendido sacas de sementes de soja que sobraram após o plantio.
    Toigo constata que, neste momento, são poucos os produtores gaúchos que ainda têm grão disponível para comercializar. Por isso, a maior parte das negociações se concentra no mercado futuro. Segundo Marques, a soja era negociada ontem a R$ 164,00 para pagamento em 1º junho, em Cruz Alta, e a R$ 170,00 no Porto de R

    Cíntia Marchi

    Fonte : Correio do Povo

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